O trailer do novo filme de Star Wars saiu a semana passada, e por entre as apreciações feitas há uma que se destaca: alguns fãs ficaram surpreendidos pelo facto de um dos Stormtroopers ser representado por um ator negro, John Boyega, que entretanto respondeu às críticas através de um publicação no Instagram.

No trailer, Boyega aparece vestido de Stormtrooper e sem capacete, o que levou os espetadores mais atentos a questionar a escolha de um ator negro para representar tal personagem, tendo em conta que os Stormtroopers são “clones brancos”. Um artigo escrito por The Atlantic, veio deitar por terra esse raciocínio, explicando aos leitores que os Stormtroopers “não são brancos, em nenhum sentido da palavra”, que “Jango Fett, a personagem que serviu de modelo no processo de clonagem dos soldados, era Mandaloriano”, e que o ator que o personificou em dois dos filmes da saga, Temuera Derek Morrison, “é um neozelandês com descendência Maori”, não caucasiano.

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Obrigado a todos pelo carinho e apoio! Os emails e fan art trouxeram-me muita alegria! Não é extraordinário que Star Wars esteja mesmo acontecer? Estou no filme, mas como fã de Star Wars estou muito entusiasmado! Um ano é muito tempo, mas vai valer a pena esperar. A quem possa interessar: habituem-se“. Foi assim que Boyega, de 22 anos, decidiu responder aos comentários feitos sobre si e o sobre seu papel em Star Wars.

Não é a primeira vez que a composição de certos elencos leva à discussão de questões raciais. No primeiro filme da saga de Hunger Games, houve algum descontentamento com a escolha de Amandla Stenberg, atriz afro-americana, para o papel de Rue, apesar de, no livro, a personagem ser descrita como negra. Mais recentemente, muitas críticas têm sido feitas ao novo filme de Ridley Scott, Exodus – Deuses e Reis, no qual quatro atores caucasianos, entre os quais Christian Bale, interpretam personagens de origem egípcia.

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