No passado sábado, em Castelo de Vide, o Presidente da República defendeu, durante a cerimónia de re-inauguração do Cine-Teatro Mouzinho da Silveira, que a distinção do cante alentejano enquanto Património Imaterial da Humanidade “deve servir de estímulo” para que os jovens vejam na riqueza patrimonial dos seus antecessores um “motivo de esperança” para o futuro.

Foi também em Castelo de Vide que Cavaco Silva assistiu à atuação do grupo de cante alentejano Os Almocreves, afirmando que “o reconhecimento internacional desta forma de expressão tão genuína e singular enche-nos a todos de orgulho e deve servir de estímulo para que as novas gerações saibam ver na riqueza do passado um motivo de esperança num futuro melhor”.

Para o Presidente da República, a distinção atribuída pela UNESCO serve de incentivo a perspetivar o património, tanto edificado como imaterial, como um “ativo estratégico” para o país. “A inclusão do cante alentejano no Património Imaterial da Humanidade projeta e valoriza, para além das nossas fronteiras, a imagem do Alentejo, da cultura portuguesa e de Portugal inteiro”, disse.

Cavaco Silva defendeu ainda o potencial de atração turística e de promoção da qualidade de vida das populações que o cante alentejano poderá significar, acrescentando que “nas vozes destes homens, na autenticidade do seu canto, sentimos o pulsar de Portugal e do Alentejo”.