Em 2015, Olga Roriz celebra três aniversários: 20 anos de existência da Companhia Olga Roriz, 40 anos de carreira como coreógrafa e 60 anos de idade. A Companhia tem preparada a remontagem de 7 peças do seu repertório para as comemorações, que começam já em dezembro.

No dia 3 de dezembro, o Teatro Rivoli recebe a interpretação do solo Os Olhos de Gulay Cabbar. Nos dias 12, 13 e 14 de dezembro, o mesmo espetáculo será apresentado na Culturgest. Inicialmente, o solo seria dançado pela própria Olga Roriz, que já anunciou que será substituída pela bailarina Marta Lobato Faria. A coreógrafa deixou a seguinte mensagem, relativamente a esta mudança:

“Por vezes o corpo não nos dá tréguas e insiste em parar, deixando-se estar apenas perscrutando as suas dores. 
“Tranquila!” – Diz-me ele – “Já voltaremos a dançar”
E espero, mas enquanto espero tudo à minha volta avança. 
A árdua decisão de passar o testemunho torna-se evidente e assim faço a delicada escolha da intérprete. Quem fará de mim sem me copiar? Quem poderá apropriar-se de um solo tão delicado quanto dilacerante?
À Marta entreguei-me de alma e coração e fiz do meu corpo o dela.”

Fevereiro é o mês de fundação da Companhia. O  São Luiz Teatro Municipal acolhe as grandes comemorações. Nos dias 6 e 7 será reapresentado Pets, uma peça de 2011. Para Olga Roriz Pets é um espetáculo sobre nós, seres afetuosos, facilmente domesticáveis, afeiçoados, dóceis e selvagens, perigosos e cruéis.”

A 7 de fevereiro, será lançado um livro fotográfico com a história da Companhia. Nos dias 11, 12 e 13, o público terá acesso a um ciclo de vídeos promocionais com o percurso desta organização.

Cidade será apresentada a 13 e 14 de fevereiro: capitalismo, contaminação, solidão, proibição e desgaste são algumas da palavras que surgem nesta peça. A alienação do ser humano na sociedade surge nesta peça estreada em 2012.

A história da jovem sacrificada ao deus da primavera chega ao Teatro Nacional S. João, nos dias 29 e 30 de abril. Em Sagração da Primavera, a coreógrafa  assume a ligação à partitura de Stravinsky: “A fidelidade ao guião de Stravinsky foi, desde o início, o único caminho com o qual me propus confrontar.”

Em maio, a Companhia volta à casa onde se estreou, em 1995: o Centro Cultural de Belém. Propriedade Privada é a peça que concretiza este regresso. A peça é interpretada através do desejo, do medo da câmara e de jogos perversos.

A última peça anunciada pela Companhia para estas comemorações é Daqui em Diante. A coreógrafa inspira-se em Samuel Beckett  na procura de um espaço no palco, na sua criação e no mundo. Esta peça será apresentada dias 30 e 31 de outubro, no Teatro Camões, espaço onde Olga Roriz tem trabalhado frequentemente com a Companhia Nacional de Bailado.