A mais recente criação coreográfica de Joana Providência chega à Culturgest nos dias 5 e 6 de dezembro deste ano. Tendo por base a obra do artista plástico Alberto Carneiro, Território assume-se como linguagem transdisciplinar da coreógrafa no que concerne à relação humana com a natureza e a ecologia. 

Joana Providência, bailarina, coreógrafa e docente responsável pelo departamento de movimento da Academia Contemporânea do Espetáculo, faz nascer o seu trabalho de um modelo criativo que privilegia a relação entre coreógrafo e bailarino:  “Fomos arrastados pela organicidade do movimento que habita o interior de cada um e percebemos como esse pulsar é um estímulo gerador de movimento entre corpos”.

A coreógrafa centra-se no conceito do artista plástico de ”arte ecológica’‘, e assim faz crescer Território, obra que encara o espaço como reunião de lugares e paisagens num conjunto de memórias.

O espetáculo tem o espaço cénico de Cristóvão Neto, figurinos de Lola Sousa, desenho de luz de Vasco Ferreira, desenho de som de Carlos Reis e Luís Aly, design gráfico de Bernardo Providência e é interpretado por Joana Castro, João Vladimiro, Luís Filipe Silva, Mónica Tavares, Paulo Mota, Sara Dal Corso, e Tânia Almeida.

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Uma nuvem, uma árvore, uma flor, um punhado de terra situam-se no mesmo plano estético em que nós nos movemos, são parte integrante do nosso mundo, são um manancial de sensações vindas de todos os tempos, através de uma memória que tem a idade do homem. Não a pedra pelo seu lado externo, pela conversão dos seus valores formais, mas pela qualidade do seu íntimo, pelo cosmos que está nela e o qual nos é dado possuir na simplicidade em que a coisa vive.

Alberto Carneiro em Notas para um manifesto de uma arte ecológica

Os espetáculos têm hora marcada para as 21h30 (sexta-feira e sábado), no Grande Auditório da Culturgest. Os bilhetes têm o custo de 12 euros; até aos 30 anos, 5 euros.