Foram as luzes as primeiras a aquecer a noite no Casino Lisboa e, em tons de vermelho e amarelo, se começou a desenrolar uma noite agradável, muito agradável, à margem do Rio Tejo. E assim, no Arena Lounge, Os Azeitonas prometiam entreter as centenas de espectadores presentes. Foram mais longe e deram um espectáculo memorável. O Espalha-Factos não faltou e conta-te tudo sobre mais uma noite mágica.

Poucos minutos tinham passado desde o início da atuação até que rapidamente se percebeu que seríamos parte integrante de uma viagem geográfica. De Hollywood a terras hispânicas, Miguel Araújo, Mário Brandão, Luísa Barbosa e João Salcedo potenciaram momentos únicos, de uníssono, inesquecíveis.

Se a introdução foi marcada pela atuação da banda, os quatro Azeitonas surgiram da carismática ponte do Arena Lounge do Casino prontos para mais uma noite memorável nesta edição do Arena Live. E assim foi. Depois de Pander, Café Hollywood — o primeiro momento verdadeiramente animado e no qual a boa disposição da banda se misturou com as centenas de pessoas que, divididas pelos três andares, juntavam as mãos bem alto. Estava dado o primeiro passo de uma bela dança.

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O alinhamento foi aliás, todo ele planeado para encaixar velhas memórias com alguns dos êxitos mais recentes e assim se tornou reflexo de toda uma nova experiência. É que, no Casino, o Arena Lounge é um verdadeiro palco 360º, uma “experiência completamente diferente”, como aliás revelou Miguel Araújo em exclusivo ao Espalha-Factos após o concerto.

“Foi totalmente diferente até mesmo em termos arquitectónicos porque o palco estava muito diferente. Não estamos nada habituados a ter os técnicos de som atrás; eu estar de costas para o palco é uma coisa que nunca tinha acontecido. Habituamo-nos a sítios iguais portanto é diferente, é estranho, mas acho que correu muito bem”, confessou Miguel, um dos vocalistas da banda, após um breve encontro com os vencedores de um passatempo organizado pelo Casino Lisboa.

Depois da viagem intercontinental, um regresso aos clássicos, mas não sem antes ser entoada uma verdadeira canção de amor aos desenhos animados. Desenhos Animados, assim mesmo se chama, é um hino à juventude de todos nós e o perfeito aperitivo a Aviões. Aí, o público presente no espaço dinâmico revela-se em massa pela primeira vez. Entoa cada verso até à exaustão, enquanto dança a melodia. Casais, grupos de amigos, desconhecidos, todos se uniram com aquele que é, talvez, o maior êxito da banda.

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A animação estava, no entanto, longe de esgotada e seguiram-se ainda temas como Miúda e Ray-dee-oh, igualmente bem recebidos pela audiência. Aqui, voltaram a ouvir-se as vozes em sintonia, todas desejosas por dar o seu contributo, já depois de pelo palco ter passado Pedro Tatanka, vocalista dos Black Mamba, para interpretar um cover de Suspicious Minds, de Elvis Presley.

Ao Espalha-Factos, Miguel Araújo falou sobre o convite feito ao membro dos Black Mamba: “Os Black Mamba foram para a nossa agência, a Primeira Linha, lá no Porto, e somos muito amigos de todos e do Pedro, claro. Destas amizades deram-se parcerias assim e como ele é de Lisboa lembrámo-nos de o convidar. É um amigo nosso.”

Como tudo, a noite chegou ao fim mas, e reflexo de tudo aquilo que foi o concerto, com o público a querer mais. Muitos foram aqueles que procuraram ver ser cantada mais uma música, ser feito mais um aceno. Fica a memória de uma noite muito agradável, na companhia de uma banda que soube e sabe criar empatia com o seu público.

Alinhamento completo do espectáculo:

1) Intro
2) Pander
3) Café Hollywood
4) Mulheres Nuas
5) Lisboa não é Hollywood
6) Showbizz
7) Desenhos Animados
8) Aviões
9) Tonto
10) Miúda
11) Suspicious Minds
12) Ray-dee-oh
13) Angelus

Fotografias: Catarina Veiga