De 21 de novembro a 7 de dezembro, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta o Avarento de Molière.  A encenação pertence a Rogério de Carvalho.

A peça de Molière estreou em 1668, em Paris. Harpagão é um pai tirano e ganancioso, que vive com o medo contínuo de ser roubado. A exploração da ação surge num clima de jogo burlesco de deslealdade, em que Harpagão proíbe os seus filhos de casar com um mulher sem bens materiais.

O Ensemble recupera este clássico da Literatura Dramática, já  estreado em 2009, no Teatro Nacional São João. A produção foi vencedora do Prémio do Público no Festival de Almada, em 2010.

A produtora justifica esta encenação:  “Sentimos que há, nos últimos anos, um olhar novo sobre Molière, uma nova relação dialéctica entre este genial observador de costumes e o público. Queremos perceber como jogam hoje em cena os seus beatos que não acreditam em Deus, os seus médicos de pouca fé na medicina, os seus advogados que enganam a lei, os seus críticos que não sabem distinguir o bom do mau, os seus pedantes que se servem da ciência para as honrarias do seu prestígio pessoal, as suas mulheres que professam o amor à literatura e ao conhecimento em puro exercício de snobismo, os seus poetas que trocam insultos como vulgares lacaios.”

Interpretação: Jorge Pinto, Emília Silvestre, Clara Nogueira, Ivo Alexandre, Isabel Queirós, Pedro Galiza, Vânia Mendes, Miguel Eloy, António Parra, João Castro e Ivo Silva.