O ator e comediante britânico tem sido bastante expressivo em relação às suas opiniões políticas nos últimos meses. Mas numa recente entrevista ao Financial Times, Russell Brand admitiu estar farto da futilidade de Hollywood, e a luta contra as políticas económicas atuais e o presente panorama de desigualdade e injustiça social passou a estar no topo da sua lista de prioridades.

Paradise, um filme de 2013, escrito por Diablo Cody, vencedora do Oscar de Melhor Argumento Original com Juno (2007), foi o último filme em que participou. Desde então, o ativismo tem ocupado grande parte do seu tempo: escreveu um livro, Revolution, onde afirma que o capitalismo morreu e alerta para as profundas mudanças políticas e sociais que se avizinham; lançou um canal no Youtube, Trews, ou True News (“notícias verdadeiras”), que usa para analisar e criticar as notícias do quotidiano, com especial foco no governo britânico; e foi ainda entrevistado pelo conhecido jornalista Jeremy Paxman, na qual se expressou acerca dos seus ideais.

Occupy Wall Street, 14 de Outubro de 2014, Nova Iorque

Occupy Wall Street, 14 de Outubro de 2014, Nova Iorque

Considerado como “louco” por alguns, Brand tem trabalhado para chamar a atenção dos jovens para os sérios problemas da sociedade atual e, apesar de as medidas propostas por si serem algo bizarras, apelando aos cidadãos para, por exemplo, deixarem de votar e de pagar impostos, (em suma, fazer o exacto oposto daquilo que qualquer político ordenar), a sua dedicação à causa é tanta que resolveu deixar para trás Hollywood e suas regalias: “Não estou mais interessado em fazer dinheiro”. No entanto, pretende continuar a fazer stand-up, pois para além de ser uma forma de o aproximar do público e de divulgar as suas opiniões, é uma atividade de que gosta bastante, afirmou o próprio.