No âmbito do ciclo Arena Concertos Live 2014, iniciado na segunda-feira 3 de novembro, o Casino de Lisboa voltou a encher-se para receber David Fonseca, naquele que foi o último concerto da Tour Seasons – Rising: Falling.

O ciclo Arena Concertos Live 2014 traduz-se num conjunto de concertos de entrada gratuita no Casino de Lisboa, que começou na primeira segunda-feira do presente mês, e que se estenderá até à penúltima de dezembro, com uma edição especial para a noite de passagem de ano.

Na noite passada de 10 de novembro, poucas eram as pessoas que se tinham dirigido ao maior casino de Portugal para jogar. Rapidamente percebemos que, para a quantidade de público existente, os lugares com vista directa para a Arena Lounge se tornaram escassos, mas que tal não constituiu problema. Eram vários os casais e grupos de amigos, que se alargavam a mais que uma geração, a distribuir-se como podiam pelas várias mesas dos três bares de apoio às mesas de jogo, ou até mesmo pelo chão, apreciando o concerto através da música ao vivo e dos vários televisores plasma existentes no local.

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Foi com o presente concerto que David Fonseca encerrou a Season Tour, correspondente ao seu último álbum Seasons – Rising: Falling. O álbum já conta com dois anos, mas ainda hoje David continua a mostrar a sua vivacidade. A energia sentia-se no ar mesmo antes de o palco ser pisado, e foi com What Life is For, segunda faixa do álbum, que se deu início à atuação.IMG_6691IMG_6781

Desde o primeiro momento que somos tomados por um impulso incontrolável de dançar, ou para os mais tímidos, de pelo menos bater o pé. Somos inspirados por David, que toma o pequeno palco e o enche com a sua energia, ao saltar, pular e dançar como se não houvesse amanhã. Antes do primeiro tema acabar já havido saído de palco e dado uma volta pelas mesas do bar da Arena Lounge, pousando até para uma selfie de um fã, em plena música.

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O concerto seguiu com Armageddon e Our Hearts Will Beat As One, onde se mantém o nível de entusiasmo. David canta, toca guitarra e piano, e vai deixando-se encantar pela sala lisboeta cheia, a quem se dirige várias vezes. É inegável a emoção nos temas seguintes, Rocket Man, A Cry for Love, Who Are You, Someone That Cannot Love, que os espectadores recebem com carinho e agradecem, com palmas e as letras na ponta da língua.

O ambiente festivo retoma-se com It Means I Love You, seguido de uma pequena surpresa para quem gostava de estar ali perto, a ver Lady Gaga no MEO Arenamas não pode – David presenteia o público com uma curta versão ao piano de Paparazzi. Ficámos rendidos, e concluímos que fizemos uma boa escolha. Os temas seguintes, Silent Void, The Beating of the Drums Kiss me, relembra-nos o porquê deste artista nacional ter o sucesso que tem – a sua abordagem única à música, numa vertente ora pop, ora rock, ora electrónica, reveste-se de uma qualidade surpreendente, não só a nível sonoro ou de songwritting, mas que se concretiza num verdadeiro espectáculo de luzes, cor, e muita alegria.  

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Não há como não acompanhar David e a sua excelente banda de apoio – um teclista, um baterista, um baixista e um guitarrista – nesta celebração festiva gigante que é o Seasons – Rising: Falling. Quem não ficar pela música, pode muito bem ficar pelo irrepreensível aparato técnico que acompanha a Tour: o espectáculo concretiza-se com vários adereços, como a bola gigante pendente do tecto que pequenos vídeos ilustrativos; uma enorme bola de espelhos; e no caso de The Ranging Light, duas lanternas na mão do artista, que interage com a assistência, entre histórias e piadas, e lhes pede que cantarole consigo.

Na última música antes do curto encore, Stop 4 a Minute, David continua a provar que este concerto é totalmente dedicado ao seu público, e para isso salta do palco e entrega-se a ele, literalmente, vagueando entre os espectadores, enquanto canta, tal como tinha feito na primeira música.

encore concretiza-se com At your Door, All I Wanted, Video Killed the Radio Star – tema cantado com toda a energia, como se não se tivessem passado já 90 minutos de concerto, e onde David nos presenteia com o adereço final, que nas palavras do artista, “Muitos de vós já devem conhecer”, um telefone de disco. Mas não é um telefone qualquer, “É um telefone que liga para o passado”. E com isto, recebemos o última tema da noite, The 80’s, um clássico cuja letra diz ” I should have met you in the 80’s/Back when I was the dance floor queen”. 

Temos para nós que David continua a ser o rei da pista de dança, e também o melhor anfitrião da festa vibrante em que consegue transformar cada um dos seus concertos. As estações continuarão a passar e nós ficaremos a espera do próximo registo de estúdio de David Fonseca. Um até já.