Desde asas para voar, bocas de tubarão ou mesmo uma cauda de sereia, as respostas de um grupo de crianças à pergunta “If you could change one thing about your body what would it be?” (“Se pudesses mudar uma única coisa no teu corpo o que seria?”, em tradução livre) surpreendem qualquer um. A pergunta também foi feita a adultos e as respostas revelaram-se bastante diferentes.

Em primeiro lugar, recebemos o feedback dos adultos. As respostas são simples e até um pouco previsíveis. Estes escolheram, quase sem pensar, um defeito do seu corpo que os incomoda e que gostariam de alterar.

Only one?”, apenas um, em tradução livre, é a pergunta com que uma das adultas nos brinda quando confrontada com a pergunta crucial. Temos aqui uma clara demonstração da forma crítica e pouco positiva com que tendemos a ver o nosso próprio corpo e a nossa aparência.

Quando são as crianças a responder à questão, os sorrisos de quem assiste ao vídeo são incontroláveis. Após uma profunda hesitação e dificuldade em encontrar algo que gostassem de mudar em si, surgem respostas encantadoras.

Em vez alterar algo na sua aparência, as crianças revelaram que gostariam de acrescentar algo ao seu corpo, nomeadamente características sobre-humanas, do mundo da fantasia. Um deles afirmou querer uma boca de tubarão e outra, asas para voar.

A iniciativa partiu do Jubilee Project, criado para contar histórias que inspiram e incentivam a ação das pessoas com vista à mudança para um mundo melhor. Fazem-no sobretudo através de pequenos vídeos ou documentários em parceria com organizações sem fins lucrativos.

Este vídeo demonstra exatamente o quão diferentes são as visões de crianças e adultos quando confrontados com uma mesma questão.  O modo como nos vemos a nós próprios e aos outros altera-se à medida que envelhecemos, e este pequeno filme é uma demonstração disso mesmo.

O vídeo é uma clara demonstração de que aquilo que importa é aceitarmo-nos como somos e respeitarmos aquele que é o único corpo que alguma vez teremos. Porque afinal, “It wouldn’t be me if I changed the way I look” (“Não seria a mesma pessoa se eu mudasse a minha aparência”, em tradução livre), conclui uma adorável senhora da terceira idade, a quem foi colocada a mesma questão.

Podes visualizar o vídeo mais abaixo e para saber mais sobre o Jubilee Project clica aqui.