Foi descoberto nas ruínas de Amphipolis, na Macedónia, a 370 quilómetros de Atenas, um túmulo que poderá pertencer a Olímpia, mãe do rei-guerreiro Alexandre, o Grande, e esposa de Filipe II. No início, julgava-se que tal sepultura pertencesse ao próprio Alexandre, mas registos apontados por historiadores revelam que este terá falecido na Babilónia em 323 a.C. Há também a possibilidade de o túmulo pertencer a Roxana, esposa de Alexandre.

O suposto túmulo de Olímpia poderia estar a ser “guardado” por duas cariátides (figuras femininas esculpidas), que foram expostas no local arqueológico de Kasta Hil, na zona de Amphipolis. Arqueólogos acreditam que ambas as figuras retratam Klonodes, sacerdotisas de Dionísio, deus grego do vinho. As figuras surgem no túmulo com cestas na cabeça, contendo as cobras de estimação de Olímpia. Relatos históricos afirmam também que Olímpia costumava participar em rituais em honra de Dionísio e em orgias envolvendo as Klonodes.

O local começou por ser explorado em 2012 por Katerina Peristeri e a sua equipa de arqueólogos. A sua descoberta mais recente é uma parede de mármore com 1600 metros de comprimento e coroada com o Leão de Amphipolis, uma estátua também ela em mármore e com 16 metros de altura.