Cantora retirou todas as músicas que tinha na plataforma de streaming de música. O anúncio foi feito pelo Spotify, alguns dias depois de Swift ter proibido que o novo álbum, 1989estivesse disponível.

Afinal, Taylor Swift pode ter muito mais em comum com Thom Yorke, dos Radiohead, do que aquilo que se pensava. Ambos já tinham criticado o modelo de negócio da plataforma de stream de música, mas Swift foi mais longe.

Primeiro, foi anunciado que o álbum 1989 não estaria disponível para audição no Spotify. Agora, chega a notícia de que todos os álbuns da norte-americana foram retirados do extenso catálogo do serviço. Em 2012, Taylor já tinha proibido que o álbum Red rodasse pelos milhões de computadores e smartphones que por aí andam. Aliás, em declarações ao jornal New York Times, já tinha dito que defendia que a música deveria ter um preço – algo que vai de encontro ao modelo do Spotify, que dá a todos a possibilidade de ouvir milhões de músicas, gratuitamente.

Enquanto Taylor continua inflexível, o Spotify implora…

Esperamos que ela mude de ideias e que se junte a nós, na construção de uma nova economia musical, que funcione para todos. Acreditamos que os fãs devem ter a oportunidade de ouvir música quando e onde quiserem. Os artistas têm o direito absoluto de receberem pelo seu trabalho e que devem ser protegidos da pirataria. É por isso que pagamos quase 70% das nossas receitas à comunidade musical.

Outro argumento de peso? A música Shake It Off já foi reproduzida mais de 16 milhões de vezes, num universo de 40 milhões de utilizadores.

O jornal britânico The Guardian diz que a remoção de 1989 pode ser uma estratégia de Swift. Nos Estados Unidos, o álbum pode vir a bater o record de discos vendidos, com mais de 1,3 milhões de cópias vendidas, nas primeiras semanas de vendas.

Enquanto esta “batalha” promete continuar a dar que falar, o Spotify já faz render o peixe. Precisas de um exemplo? Abre a página Browse do teu Spotify e espreita a lista What To Play While Taylor’s Away.