Vivemos num mundo em que deixámos de estar dependentes de um computador para aceder à internet. Consultar o email, ver as notificações do Facebook e até mesmo criar documentos online já são tarefas realizadas mais vezes em dispositivos móveis, dadas as condições propícias de equipamentos com ecrãs generosos que nos facilitam o trabalho. Um desses equipamentos é o Huawei Ascend Mate7, que foi ontem apresentado na FNAC do Colombo num evento que contou com a presença do Espalha-Factos.

“A vida sem fronteiras. Nós tornamos isso possível”. Foi este o mote com que a Huawei se comprometeu no seu departamento de dispositivos móveis. A empresa chinesa, cujos índices de crescimento rondam os 95% a cada ano, já trouxe para Portugal equipamentos como o Ascend P7 e Ascend G6, mas anunciou ontem, na FNAC do Colombo, o seu novo concorrente no mundo dos phablets: o Huawei Ascend Mate7, com um ecrã de seis polegadas e um sensor inovador de impressões digitais.

  • Dimensões: 157 x 81 x 7.9 mm 185 gramas
  • Sistema operativo: Android KitKat, 4.4
  • Ecrã: 6 polegadas com Gorilla Glass 3
  • Resolução: 1920×1080 píxeis, 368 píxeis por polegada(ppi)
  • Câmara traseira: 13 megapíxeis
  • Câmara frontal: 5 megapíxeis
  • Processador: Quad-core 1.8 GHz Cortex-A15 & quad-core 1.3 GHz Cortex-A7
  • Memória RAM: 2 GB
  • Memória interna: 16 GB
  • Bateria: 4100 mAh

Num primeiro contacto com o aparelho, o que mais salta à vista é, naturalmente, a sua generosa tela, cujo tamanho supera a do Samsung Note 4 (5,7 polegadas) e do iPhone 6 Plus (5,5 polegadas), apesar de perder no que ao número de píxeis polegadas diz respeito.

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Contudo, e segundo o que a Huawei indicou na apresentação, o ecrã conta com uma redução de 15% no consumo de energia e a presença de cristais líquidos negativos melhoram o contraste a a nitidez, oferecendo uma experiência agradável no consumo de conteúdos multimédia.

  • O ‘esqueleto’ do Ascend Mate7

É evidente o cuidado que a Huawei teve na construção deste terminal. Apesar de possuir algumas semelhanças a aparelhos da HTC, o corpo do Ascend Mate7, todo ele em metal – que não afeta o sensor NFC embutido -, foi muito bem aproveitado com vista a não passar a ideia de que se está com um aparelho gigante em mãos. Aliás, apesar de ter um ecrã com mais 0,5 polegadas, o Ascend Mate7 acaba por ser mais baixo do que o iPhone 6 Plus.

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Grande parte disto deve-se ao facto de a Huawei não ter instalado botões físicos à frente do dispositivo, seguindo os smartphones da linha Nexus e HTC ao incluir os ‘botões’ no próprio ecrã, que ocupa 83% de toda a parte frontal, mais do que qualquer outro smartphone. A diferença que existe entre o ecrã e as laterais é de apenas 2,1 milímetros em cada um dos lados.

  • Segurança sempre em primeiro lugar

Para além da tela, o outro diferencial deste aparelho é o sensor de impressões digitais, presente na parte de trás do equipamento.“Já há alguns smartphones com esta tecnologia, mas é necessário dois toques ou então um swype. No nosso caso temos um sensor melhorado na parte traseira, e a sua localização torna o movimento muito mais natural, podendo ser feito de qualquer ângulo”, referiu o porta-voz da Huawei responsável pela apresentação.

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O sensor pode gravar até cinco impressões digitais diferentes, até mesmo de animais. O registo vai diretamente para um chip específico e não para o seu software, evitando ficar à mercê de hackers. A informação que o aparelho recebe das diferentes impresões digitais pode também ser configurada: caso queiras registar a impressão de um amigo teu, podes configurar para que ele tenha apenas acesso a determinadas aplicações e serviços, enquanto que a tua impressão digital te dará livre trânsito.

  • O raio-x ao interior

O ditado “o que conta é o que está no interior” serve muitas vezes para aumentar a autoestima, mas pode também ser aplicado ao mundo dos smartphones, e neste requisito, a Huawei volta a trazer novidades com o SOCSystem On Chip. Apesar de contar com dois processadores quad-core, a empresa chinesa conseguiu incorporar tudo num só chip, o que reduz o espaço ocupado e leva a um menor consumo de energia, sem nunca descurar a performance no arrancar.

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E por falar em energia, a bateria é também um dos fatores que poderá dar que falar. Com 4100 mAh – bem superior aos 2915 mAh do iPhone 6 Plus e 3220 mAh do Samsung Note 4 -, está prometido “dois dias de performance ininterrupta, seja qual for o tipo de utilização que lhe derem“, segundo o porta-voz da Huawei, que puxou logo a seguir do seu Ascend Mate7 para ativar um modo especial de poupança de energia que garantia resultados surpreendentes: “estou com 85% de bateria e tenho uma autonomia estimada de 56 horas”.

Já com uma resolução de 13 megapíxeis e um sensor da Sony, a câmara traseira não deverá desapontar na altura de eternizar este ou aquele momento, apesar de algumas análises terem apontado falhas às fotografias tiradas com o flash LED. Neste campo, o principal destaque vai mais para as possibilidades aproveitadas pelo seu software: com o ecrã desligado, basta carregar duas vezes na tecla down do volume para tirar uma foto, ao passo que, no momento da selfie com a câmara frontal, é possível clicar no sensor de impressões digitais e não no ecrã.

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Por fim, estão ainda no interior do smartphone duas antenas, nas extremidades do aparelho, que emitem e recebem constantemente sinal, provocando uma redução de 40% na queda de chamadas por falta de rede (sim, os smartphones também podem fazer chamadas telefónicas).

  • Software

Com o Emotion UI 3.0, aplicado ‘por cima’ do Android 4.4 KitKat, a Huawei pretende facilitar a vida ao utilizador com uma série de melhoria e adaptações do software para um ecrã daquela envergadura. É possível, por exemplo, encostar o teclado a um dos lados do ecrã para quem pretenda escrever com apenas um mão e existe uma tecla na parte inferior para fazer descer a barra de notificações, que foi completamente modificada em relação ao Android puro e apresenta uma ordem cronológica das notificações.

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“Para além da versão do Android, o mais importante é garantir uma boa experiência com o Emotion UI, algo que nós fizemos com o Ascend Mate7, disse Jorge Ferreira, elemento da equipa Huawei Device Portugal, que não confirmou nem desmentiu a chegada do Android 5.0 Lollipop para este terminal.

Disponível nas cores prateado, dourado e cinzento, o Huawei Ascend Mate7 chega a Portugal por um preço de 549,90 € com a TalkBand B1 incluída, o smartwatch da empresa.

Fotos: Ana Veiga