A juventude é um bem efémero. É nela que muitos de nós conseguimos atingir o nosso potencial máximo, é nela que alcançamos o nosso auge, digamos. Isto torna-se especialmente verdade se a ocupação em questão for precisamente a de artista, músico, ou entertainer. O tempo é uma condição irremediável do ser, é um elemento que não perdoa e se existem muitos que sucumbem às suas exigências, há outros que se recusam a cruzar os braços e continuam a canalizar toda a sua vitalidade.

No dia Internacional do Idoso, o Espalha Factos homenageia alguns destes heróis musicais e dá-te alguns exemplos que de que realmente só é velho quem se sente velho. O critério desta lista é serem cidadãos sénior, ou seja, têm que ter feito mais de 65 primaveras, e não serem o Mick Jagger.

1. Bob Dylan

Existem realmente razões para lhe chamarem A Voz De Uma Geração. Bob Dylan é um dos músicos mais prolíferos e ativos da contemporaneidade. Mantendo-se relevante ao longo das passadas cinco décadas, o seu espólio é grande continua a ampliar-se, com o seu disco mais recente, Tempest, a sair em 2012. Para além disso, o cantautor continua a fazer questão de se fazer ouvir, embarcando em tours duradouras e extensas em datas. Os tempos mudam, e o Bob acompanha-os. Passo a passo.

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2. Seasick Steve

Steve Wold é um caso de persistência e longevidade para lá do louvável. Ao longo da sua vida, o músico fez de tudo: viajou ao longo do país, mendigou, trabalhou como “faz-tudo” e até foi músico de rua. Há mais de vinte anos trabalhou também como roadie, músico de sessão e produtor de discos. Mas Seasick Steve não quis ficar por aqui e eis que em 2004 lança o primeiro disco, no alto dos seus 61 anos. Desde então, o reconhecimento global têm sido parte da sua vida. Conhecido por inventar as suas próprias guitarras, o músico também dáum espetáculo ao vivo de grande intensidade. Os anos passam e o homem olha para o lado.

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3. Patti Smith

Largamente aclamada por ser uma das artistas mais influentes do rock n’roll, a cantora/poetisa/escritora Patti Smith é um ícone em todos os aspetos. Desde a sua imagem, a sua personalidade, passando pela vitalidade e paixão com que defende os seus ideias de liberdade e direito à expressão, esta nova-iorquina não dá sinal de querer abrandar nem um bocado. Para além de uma carreira a solo ativa e concertos intensos, a irreverente artista ainda tem tempo para se envolver em constantes iniciativas activistas.

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4. José Mário Branco

Zé Mário sempre foi um artista irrequieto e permanentemente curioso. Mesmo no alto dos seus 72 anos, este é um homem que continuamente decide reinventar-se enquanto agente cultural. Desde os seus tempos como cantor popular ativista que repudiava o fado até produzir Camané em estúdio, passando pelo FMI e a sua fase teatral experimental. José Mário Branco soube sempre manter-se relevante e respeitado ao mesmo tempo que experimentava novas situações e configurações. Um senhor incansável que mesmo hoje se recusa a repousar.

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5. Leonard Cohen

O canadiano Leonard Cohen é provavelmente o artista mais condecorado neste artigo. Tendo ganho um Glen Gould Prize (considerado o Nobel das Artes), bem como inúmeras condecorações reais e infinitos prémios dentro da área de música. É uma das vozes mais influentes e inspiradoras deste século, tanto nas incríveis canções que assinou, como no aclamadíssimo espólio literário que tem produzido. O seu mais recente disco, Popular Problems, saiu este ano, um dia depois de ter completado uns muy nobres 80 anos.

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6. Stevie Nicks

Numa altura em que se fala tanto de um possível regresso dos Fleetwood Mac aos palcos, o Espalha-Factos acredita que caso tal se concretizasse, Nicks teria mais que a energia necessária para estar à altura da tarefa. Um das vozes femininas mais influentes e adoradas dentro do reino do rock, Stevie Nicks é daquelas mulheres que estão constante atentas e activas dentro do seu meio. Que o digam as HAIM, sua discípulas, que recentemente puderam colaborar com a cantora.

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7. Sérgio Godinho

Com um lugar cativo no cancioneiro coletivo português, Sérgio Godinho será para sempre um dos músicos mais adorados no nosso país. Com uma carreira bastante áurea, principalmente nos loucos anos 70 e 80, a música de Godinho já chegou ao patamar onde transcende gerações. O apelo orelhudo e a forte mensagem que as suas letras trespassam são duas razões para a longevidade de uma brilhante carreira. Outra delas, é o esforço e dedicação de um artista rock de uma espécie já pouco comum.

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8. Debbie Harry

A eterna cara linda dos Blondie é uma das mulheres mais reconhecidas e carismáticas do meio artístico. Uma ícone pop por excelência, Debbie Harry arrasa as audiências com a sua potente voz, bem como uma irreverência e elegância alcançáveis a poucas figuras. Hoje em dia, a idade já pesa muito mais que outrora, mas não é isso que a impede de liderar a sua eterna banda ao longo de vários e intensos espetáculos ao vivo.

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