Mónica Ferraz apresentou, na sexta-feira passada, o seu novo álbum LOVE, no Armazém F, em Lisboa. O concerto de apresentação de LOVE estava marcado para as 22 horas, tendo começado 20 minutos depois. Com a casa composta, Mónica entra no palco, agarrando de imediato o público com o seu vozeirão.

A artista optou por incluir no alinhamento canções do seu primeiro álbum Start Stop, porque como referiu, no final do concerto, ao Espalha Factos “Eu gosto tanto das minhas músicas antigas, que não as queria perder e as pessoas também gostam, também gostam de as cantar, logo é a cereja no topo do bolo.

“Laughin in the rain” é o tema que abre o concerto, seguindo-se “Heaven Must Be Waiting” e “Fame”, sendo este último do seu primeiro álbum. “Obrigada por terem vindo, por estarem aqui!”, agradece a cantora, compositora e letrista. É nesta altura que anuncia que a banda decidiu fazer um “mix” dos dois álbuns e ao anunciar a próxima música, o público reagiu entusiasticamente. “Start Stop” foi o tema que se seguiu.

Mónica na entrevista de lançamento do disco referiu que “pretendia transpor para o disco o realismo do palco”. Nas constantes intervenções de Mónica isso é visível, como por exemplo quando pede palmas como aconteceu no novo tema “Tic Tac” ou no tema “Go Go Go” do antigo álbum. É neste tema que a artista muda de calçado, trocando os sapatos de salto alto por uns mais confortáveis para poder dançar à vontade. E é também neste tema que todo o público canta e dança juntamente com a banda.

© Beatriz Silva

O concerto foi composto por temas mais animados e enérgicos como “Don’t Stop”, onde se desafiou o público a fazer mais barulho que a própria banda. “Eu acho que vocês ganham!”, disse Mónica desafiando e tirando um sorriso do público. No entanto, as baladas também uma forte marcaram presença. Um desses exemplos foi o single “Let Me Be” , um dos mais cantados e aplaudidos.

Também houve tempo para Mónica Ferraz contar um pequeno episódio que podia ter sido trágico na semana passada. “Esta semana foi muito atribulada, devido às viagens entre Porto e Lisboa, todos os dias. Eu e o Quicas quase morríamos, fomos encurralados por um camião TIR.” Posto isto, Mónica apresenta o tema seguinte “Only Me”, e considera que o mesmo é “uma celebração à vida”, referindo que “naquele momento, eu senti que não vivia a vida como devia, e por isso, agora, vou viver cada segundinho.”

Não podia faltar um dos sucessos do primeiro álbum “Golden Days”, tendo sido também um dos momentos altos da noite, onde por uns momentos a artista se sentou ao piano. No final do tema, chega a altura dos agradecimentos finais aos patrocinadores, ao público e principalmente a André Indiana, dizendo que sem o mesmo “este disco não existia”.

Como já vem sendo habitual, para satisfazer os pedidos dos presentes, o “gangue” de Mónica volta ao palco para tocar “More Than I Needed”, recebendo, no final do tema, um ramo de flores de uma das suas fãs.

A apresentação da sua banda, ou do seu “gangue”, como a artista lhe prefere chamar, ficou reservada para o final assim como o tema dedicado ao seu filho, “Baby Blue”. O tema, com ritmos divertidos e que coloca todos bem dispostos, fez  com que o público pusesse em prática os seus dotes vocais.

Em conversa com o Espalha-Factos no final do concerto, Mónica Ferraz admitiu que o concerto correu melhor do que estava à espera. “Não estava à espera, estas músicas são novas e eu não estava à espera que as pessoas já as cantassem. Eu consegui pô-las a cantar e isso é gratificante. No primeiro concerto da tour e no concerto de apresentação, conseguires que as pessoas cantem as tuas novas músicas, aquelas que tu sabes que não vais ter receptividade e ter essa receptividade é muito bom.”

“Estou deliciada, estou mesmo muito feliz. Como eu disse no concerto e é verdade, este concerto é quase uma celebração à vida. Não só à minha vida, mas à vida do Quicas, que é o meu teclista, e nós por acaso estamos aqui hoje, só por acaso”, acrescentou Mónica.