D.A.M.A estiveram em potência máxima na apresentação do álbum Uma questão de princípio, que foi cantado pelo mar de fãs presente, ontem, no Armazém F.

O relógio marcava 22h00, hora prevista para o início do concerto dos D.A.M.A, e a fila de fãs que aguardava para entrar ainda era extensa. À entrada, foram entregues light sticks (tubos fluorescentes) que viriam a ser utilizados num dos pontos altos do espetáculo. As expectativas dos presentes eram altas, havendo na sala pessoas de todas as idades, para ver aqueles que, numa semana, chegaram ao terceiro lugar do top nacional.

O concerto iniciou-se por volta das 22h40, com a subida a palco dos músicos, Guilherme Sousa Silva (baterista), Francesco Fino Meoli (teclas), João Martins de Almeida (baixista) e Pedro R. de Carvalho (guitarrista), acompanhando os 3 vocalistas, Miguel Cristovinho, Francisco Maria Pereira e Miguel Coimbra, que foram surgindo durante a primeira música, “Nanana”. O público reagiu positivamente à atitude informal dos jovens, que desde cedo criaram uma empatia com os fãs, acenando e cumprimentando particularmente alguns deles.

Sem reduzir a energia com que cantaram o segundo tema do álbum Uma Questão de Princípio, prosseguiram para “Sente”, uma música mais antiga da banda. A amizade que descreveram existir entre eles, numa entrevista dada ao Espalha-Factos, foi visível, assim como o carinho pelos fãs e pela sua presença. A terceira música contou com Salvador Seixas, “Balada do Desajeitado”, em que os espectadores cantaram do início ao fim, aplaudindo e dançando sem parar. Este, que foi um dos hits de mais sucesso dos D.A.M.A, mostrou-se, a par do concerto em geral, de grande qualidade, tanto a nível instrumental, bastante consistente, como vocal, percebendo-se o que cada que cada um deles tem a acrescentar ao tema, de forma personalizada. Seguiram-se temas como Popless, uma versão de “Retratamento” dos Da Weasel, “Eu Sei” e “JNQF”, intercaladas com conversas informais com o público e com os pedidos de braços no ar que foram correspondidos, acompanhadas de danças contínuas.

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É um prazer estar aqui hoje!”, disse Miguel Coimbra de forma emotiva, segundos antes de darem lugar a “Secrets in Silence”, com a presença de Mia Rose, que levou a uma nova onda de aplausos e gritos. Cantando a letra do inicio ao fim, enquanto grande parte filmava ou fotografava o momento, os fãs viram Miguel Cristovinho pedir uma salva de palmas a todos eles pela dedicação e carinho. “Quer” e “Mentiras” antecederam o momento mais intimista da noite, a interpretação de “Luísa”. “Esta música é para todas as raparigas presentes” disseram, pedindo, em seguida, que todos ativassem os light sticks. Um coro em uníssono, sonoridades suaves e cor foram os ingredientes da última música antes dos agradecimentos feitos à Cidade FM, Montepio, Glam e Sony Music, após os quais se despediram e abandonaram o palco.

Perante o pedido “Mais uma”, feito pela plateia, a banda regressou, ficando os três vocalistas na lateral do palco, sentados num pequeno sofá à média luz, enquanto cantaram o hit “Às vezes”. “Vocês são fantásticos!”, constatou Francisco com a felicidade estampada no rosto. “Torn” de Natalie Imbruglia foi interpretado em conjunto com Salvador Seixas que, antes de chamar Mia Rose para se juntar para o último tema a interpretar, deixou uma mensagem: “Peço uma salva de palmas para os D.A.M.A e para vocês também. É uma honra estar aqui.”

O concerto terminou com chave de ouro, com a interpretação da “Balada do Desajeitado”, acompanhados de Salvador e Mia Rose, em ambiente de festa e descontração.

Depois do concerto, o Espalha Factos teve a oportunidade de falar com os três interpretes dos D.A.M.A.

“Estava à espera exatamente daquilo que foi. O público, aqui em Lisboa, acolhe-nos sempre muito bem, especialmente porque somos os três naturais daqui. Foi um espetáculo sentir as pessoas todas a cantar as músicas novas, as mais antigas. Foi lindo. A sensação é indescritível!” confessou Miguel Cristovinho. Já Miguel Coimbra revelou que se sentiu em casa, acrescentando: “Estavam cá caras conhecidas, pessoas que compraram o CD. Portanto, um concerto muito bom para nós, em que toda a gente sabia as músicas todas. Foi um espetáculo”. Francisco Maria Pereira, também conhecido por Kasha, rematou: “Eu gostei imenso do concerto. Senti mesmo que as pessoas estavam na nossa sala a cantar as nossas músicas e acho que o concerto foi mágico por isso mesmo.”

Passaram aos agradecimentos “a todos os fãs que têm dado um apoio incondicional. Às pessoas que compraram o CD, às que ainda hão-de comprar o CD, às que nos apoiam de qualquer forma. É mesmo um orgulho para nós ver tanta gente a apoiar música portuguesa”, por parte de Miguel Cristovinho, seguindo-se os de Miguel Coimbra à “Glam, à Cidade FM, à Sony e à MTV também, por apoiarem o nosso projeto”. “Por detrás deste concerto, nós damos a cara ao projeto mas há toda uma família atrás e acho que importante frisar isso. Não seriamos nada sem eles!” constatou Francisco M. Pereira.