A actriz francesa morreu esta quarta-feira no lar onde vivia desde 2010, debilitada pela doença que a acompanhou desde o início da sua carreira.

Claudine Lucie Pauline Huzé era o seu nome antes de François Truffaut a descobrir e a revelar ao mundo como Marie Dubois em Tirez sur le pianiste, corria o ano de 1959 e o auge da afirmação da Nouvelle Vague. Não mais deixaria de ser presença assídua nos filmes da revolução cinematográfica francesa.
Jules et Jim de Truffaut, Une femme est une femme de Godard, Mon Oncle d’Amérique de Resnais, servem apenas como exemplo dos filmes emblemáticos em que foi chamada a participar.

Dubois, loira, olhos azuis, foi a actriz dos papeis difíceis do cinema avant-garde, frequentemente secundários, e a sua enorme capacidade atraiu os cineastas  e autores do novo cinema francês, tornando-se rapidamente numa referência.

A sua doença, a esclerose múltipla, revelou-se aos 23 anos, logo depois da rodagem de Tirez sur le pianiste. A doença entrou em remissão durante longos 20 anos, voltando depois a retomar a sua progressão, confinando a actriz nos últimos anos a uma cadeira de rodas. Foi este intervalo que permitiu a Dubois desenvolver a sua brilhante carreira.

Em 2002, na sua autobiografia, em que fala sobre a sua luta contra a doença, diz que a morte não lhe metia medo. Recebera em 2013 as insígnias da Legião de Honra pelo Governo Francês. Deixa-nos aos 77 anos.