Os consumidores da TDT que tinham até agora apenas cinco canais, exigem uma oferta mais alargada. O inquérito foi feito pela ERC e Anacom a grupos de media e de telecomunicações, bem como associações ligadas ao sector dos media.

O questionário, com mais de 30 perguntas, revelou que a maioria dos inquiridos demonstram “preferência para que, no imediato, se atribuam mais canais em SD (Standart Definition) de modo a maximizar a oferta existente”. Defendendo, no entanto, que a oferta deve ser fornecida pelas entidades que já operam: RTP, SIC, TVI e aqueles que mostraram interesse como a Cofina.

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A ocupação dos muxes A (grátis e em uso) e B (pago, sem uso actual) não é unânime entre quem respondeu, sendo que a maioria considera que os canais da RTP, SIC e TVI devem ser difundidos em HD (alta definição). Quanto ao mux B, a Portugal Telecom alega inviabilidade já que é dona da plataforma paga MEO, concorrente direta do mux B. Através deste inquérito foi também possível verificar que os consumidores da TDT pretendem aceder também aos serviços de televisão através dos dispositivos móveis e à hora que entenderem (tal como é possível em serviços como a MEO ou a IRIS).

As conclusões atuais apontam para que o consumo de televisão linear seja cada vez mais reduzido, já que os consumidores preferem determinar a hora e o local onde acedem aos serviços do seu interesse, o que terá de motivar a disponibilidade dos mesmos nas múltiplas plataformas existentes.

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A consulta pública decorreu entre  24 de abril e 26 de maio e foi conduzida pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) sobre o futuro da Televisão Digital Terrestre (TDT).