O Red Bull não dá asas. Este é um facto que muitas pessoas têm por garantido quando compram a bebida energética mais conhecida do planeta, tal é a impossibilidade do acontecimento. No entanto, com o slogan da marca, houve quem se sentisse enganado e com vontade de processar a marca, algo que a grande maioria das pessoas ridicularizou… menos a própria Red Bull, que aceitou pagar uma indeminização aos seus consumidores na ordem dos 13 milhões de dólares.

Há já vários anos que a Red Bull tem mantido o slogan “Red Bull gives you wings” – “Red Bull dá-te asas” na versão portuguesa. Apesar da publicidade, poucas eram as pessoas que acreditavam que poderiam mesmo voar ao ingerir a bebida, até que, há alguns anos, Benjamin Careathers resolveu processar a marca por não conseguir o resultado prometido: umas asas nas costas.

Para além desse tipo de publicidade enganosa, Careathers afirma que é consumidor da bebida há cerca de dez anos mas que nunca viu a sua capacidade atlética ou intelectual aumentada, algo que a bebida austríaca sempre afirmou. Depois de várias idas ao tribunal, o processo chegou ao fim e a sentença foi anunciada neste terça-feira: uma indeminização de 13 milhões de dólares, qualquer coisa como 10,2 milhões de euros.

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Mas a quem será pago este valor? A todos os que compraram uma bebida da Red Bull nos últimos dez anos, ou pelo menos a quase todos, dado que será apenas entregue a residentes dos Estados Unidos da América.

Cada pessoa que cumpra estas condições poderá pedir a sua fatia do bolo, no valor de dez dólares ou de duas bebidas da Red Bull, através deste site, mas quem realiza o processo depressa repara numa falha: em nenhuma parte é pedido um comprovativo de compra, ou seja, qualquer pessoa poderá pedir os dez dólares prometidos.

“A Red Bull aceitou a decisão judicial para evitar custos e distracções causadas pelo processo”, comentou a marca num comunicado enviado à BevNet, “contudo, a Red Bull irá manter o seu marketing, que sempre foi verdadeiro e preciso, negando qualquer tipo de ilegalidade”. Resta agora saber quem vai processar a Lipton pela falta de festas como esta.