Foi com o tema Essa Voz que Samuel Úria deu início ao concerto no Cineteatro João d’Oliva Monteiro de Alcobaça, no passado dia 4 de outubro.

Já passaram quatro anos desde que estivemos cá pela última vez, já tínhamos saudades”, afirmou Samuel.Obrigado por estarem aqui a ouvir as minhas crises de identidade”, brincou o cantor.

Samuel Úria esteve no cineteatro a apresentar o seu sexto disco, Grande Medo do Pequeno Mundo, acompanhado por Miguel Sousa no teclado, Jónatas Pires nas guitarras, Filipe Sousa no baixo e Tiago Ramos na bateria. O coletivo maravilhou o público em temas como Rua da Fonte Nova, Pequeno Mundo, Espalha Brasas, Rock Desastre e Para Ninguém.

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Quando foi a vez de Não Arrastes o Meu Caixão, o cantor brincou com o facto de ser admirável “rapazes tão bem dispostos como estes que estão aqui em palco andarem há tanto tempo a tocar uma música tão tétrica como esta”.

Em Lenço Enxuto, aquele que é considerado um dos mais importantes escritores de canções da atualidade ficou sozinho em palco a fazer aquilo que faz de melhor e “a falar sobre os homens que não conseguem chorar”.

Já com a banda de volta, o concerto terminou com Forasteiro, seguido de Barbarella e Império. Samuel abandonou o palco mas rapidamente voltou: “Não me faço rogado a voltar”, afirmou em tom bem-disposto.

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Para o encore, o músico voltou a ficar sozinho em palco e tratou de Chamar a Música, um tema que segundo o artista (em tom jocoso), servia para “quebrar a imagem de virilidade” que o próprio fazia passar. Do tema que Sara Tavares levou ao Festival Eurovisão da Canção de 1994 passou-se para Tigre, tema em que Miguel Sousa trocou de instrumento com Jónatas Pires e todos os membros levaram a casa abaixo.

Reportagem de David Sineiro (fotografia) e Daniela Ferreira (texto).