Pavilhão Rosa Mota (Abril), Zambujeira do Mar e Portimão (Agosto), Alfândega do Porto (hoje) e, em novembro, no MEO Arena, na Mega Hits King Fest. Muitas são as paragens que Jay Hardway tem feito por Portugal. Na últimas das quais, durante a Semana da Recepção do Caloiro do ISEP, o DJ holandês abriu as portas do seu camarim para falar com o Espalha-Factos em exclusivo sobre o público português e também de projetos futuros.

Simpático, prestável e bastante comunicativo. É assim que Jay Hardway poderá ser descrito quando não está com uma mesa de mistura e dezenas de milhares de pessoas à sua frente. O holandês terminou a sua prestação na Recepção ao Caloiro do ISEP já depois das 5h da manhã e, apesar de ter voo marcado para as 8h de hoje de volta a casa, aceitou ainda conversar com o Espalha-Factos enquanto limpava o suor.

“O concerto foi incrível”, disse Hardway, visivelmente cansado, “estou a suar, como podem ver, e aquilo foi fantástico. Desde o início que a energia esteve em alta e toda a gente estava a sorrir”.

O (co-)autor de Error 404Wizard e de Freedom rotulou como “muito bom” o público português, que tão bem conhece, e disse que quem vai aos seus concertos sabe bem o que está a ouvir: “as pessoas conhecem realmente a música, mesmo quando eu toco músicas novas, quer sejam minhas ou de outras pessoas. O público português gosta de ir à loucura!”

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“É muito fácil adaptar e pode-se incluir desde música pop até ao estilo de música mais variado, por isso há sempre algo que alguém goste”, comentou o artista de 23 anos sobre o mundo da música eletrónica, “mesmo as canções consideradas mais ‘femininas’ são misturadas com algo mais pesado e os rapazes adoram”.

  • Um dos cem melhores do mundo?

Com novas músicas a caminho, que já fizeram parte do seu set na Alfândega do Porto mas que lhe deram alguns problemas por ainda estarem inacabadas, o holandês comentou sobre a atualização de ranking dos DJs, elaborada pela DJ Mag, que deverá sair no próximo fim-de-semana e na qual Hardway nunca esteve integrado. “Não fiz nenhuma promoção, ao contrário de muitos outros DJs, pois não me sentia à vontade ao apelar ao voto, por isso não sei se vou entrar”, disse.

O também produtor acrescentou ainda que gosta de se manter concentrado “apenas na minha música e nos meus sets, pois isso é o que interessa para os fãs”  e é para isso que acorda todos os dias. “Se ficar na lista seria fantástico, mas se não ficar fico contente na mesma porque sei que houve gente a votar em mim”. Apesar de muitos rumores apontarem Martin Garrix como o próximo líder da hierarquia, Jay Hardway acha que será Hardwell quem irá ficar novamente com o trono, ‘empurrando’ o seu compatriota para o top-5, onde também inclui DVBBS.

Já na reta final da conversa, houve ainda tempo para desmistificar qual era afinal a origem da sua alcunha, a principal responsável pelo facto de ninguém conhecer, realmente, Jobke Heiblom. Hardway apontou raízes familiares: “a minha família sempre me disse para fazer aquilo de que eu gostasse, mesmo que isso implicasse um caminho mais duro (hard). Antes de ser DJ tive de realizar vários trabalhos, alguns deles difíceis, e por isso o meu caminho não foi fácil”.