A equipa do Espalha-Factos comemora o Dia Mundial da Música partilhando com toda a gente o que é que traz no top do Spotify, o que anda sempre em repeat no mp3/mp4/iPod (riscar o que não interessa) ou até já está no cartão de memória do carro. Vê aqui as nossas músicas do momento e diz-nos quais são as tuas.

Alexandra Silva

Disclosure – You & Me (Flume Remix)
Rodou muito no meu verão e ainda insisto em ouvir repetidamente este tema de Disclosure remisturado por Flume, um tema tenso (graças ao drum beat mas também à doce voz de Eliza Doolitle) que cai bem em qualquer cenário dramático.

Spoon – Do You
Este tema retirado do novíssimo e belíssimo álbum dos Spoon ressoa a pop melosa que se agarra com tanta facilidade como caramelo nos dentes.

Thom YorkeInterference
É recentíssimo o novo disco do frontman dos Radiohead, mas como qualquer vício, chega de repente e fica sem darmos por ele. Assim tem sido a descoberta de Tomorrow’s Modern Boxes que contém nesta Interference a mais instantânea e (até agora) esplendorosa música do disco.

Telmo Romeu

LCD SoundsystemAll My Friends
Com o início de mais um ano letivo vem sempre o dilema: ficar em casa de volta dos trabalhos ou sair com os amigos? O grande James Murphy dá a sua opinião sobre essa matéria com este hino intemporal.

alt-JNara
Acabado de sair do forno, This Is All Yours dos britânicos alt-J desenvolve o indie-rock-eletro-alternativo (?) característico da banda. Nara, em particular, impressiona por soar tão sereno e dinâmico, tradicional e progressivo, tudo ao mesmo tempo.

Pink FloydSheep
Aquele sentimento de novidade nos novos álbuns é excelente, até ele desaparecer depois de 50 reproduções em repeat. Depois disso, a única coisa igualmente boa é voltar às músicas que nunca perderam esse sentimento, como as de Pink Floyd.

João Patrício

Jai PaulJasmine
Conheci esta música em junho e foi amor à primeira vista. Era em tudo diferente daquilo que ouvia no momento, com uma sonoridade bastante suave e um arranjo de guitarra muito bom. Sem dúvida que fez parte da minha playlist de verão. A música foi lançada em abril de 2012 na página do Soundcloud do artista britânico, onde foi reproduzida mais de 500.000 vezes num mês. Contribuí para o resultado.

After The FireDer Kommissar
Sendo um amante de música da década de 80, não poderia deixar escapar a oportunidade de apresentar uma das minhas músicas de eleição da década. Der Komissar foi primeiramente cantada na voz do cantor austríaco Falco em 1981, e um ano mais tarde passou a fazer parte do reportório da banda inglesa. O cover chegou ao quinto lugar do Billboard Hot 100. A música tem um “groove” fantástico e o som dos sintetizadores ao longo de praticamente toda a música é fabuloso.

James Blake To The Last
Dando um enorme salto no tempo, chegamos até 2013, ano em que James Blake lançou o álbum Retrograde. Quem é fã do cantor sabe que é praticamente impossível escolher uma faixa favorita deste álbum (e de praticamente toda a sua discografia). Mas To The Last marcou-me mais do que qualquer outra, não só pela breve letra da música, mas também por todo o instrumental, nomeadamente nos refrões, onde Blake canta “to the last, you and I“.

Marta Andrade

Flying Lotus ft. Kendrick LamarNever Catch Me
Flying Lotus é produtor de electrónica/hip-hop experimental/jazz e um génio musical em qualquer dos géneros com que o queiramos rotular. Kendrick Lamar é talvez o melhor rapper que nos últimos anos conseguiu transitar para a cena mainstream. Uma colaboração entre os dois só podia ser, no mínimo, sublime. Never Catch Me é um momento de meditação perfeito, proporcionado pela combinação perfeita dos acordes de piano característicos do jazz e o flow exímio de Lamar, unidos pela ação conciliadora de um sintetizador omnipresente, culminando num beat monstruoso que ocupa o minuto final desta peça. Foi também o primeiro tema do próximo álbum do Flying Lotus, lançado oficialmente no próximo dia 6 de outubro, a ser revelado ao público.

Arcade FireHalf Light II (No Celebration)
Tentando ao máximo que isto não pareça uma divagação corriqueira, limitar-me-ei a dizer que o início do outono me traz sempre uns ataques de saudades imbecis. No outro dia, dei por mim a ouvir em repeat a Half Light II, a minha música preferida do The Suburbs, álbum que me acompanhou ao longo do meu primeiro annus horribilis de liceu. E – ainda não acredito que vou escrever isto – fez-me querer voltar a 2010. Mas só durante estes 4 minutos e 27 segundos.

B FachadaDá mais música à bófia
Sim, já passaram 2 meses desde que o gigante B Fachada lançou, sem qualquer aviso prévio, o seu último registo. Não, ainda não me cansei dele, nem perdeu a relevância. Já o GAC dizia que ‘’a cantiga é uma arma’’. E isso continua a ser verdade em qualquer parte do mundo, de Lisboa a Hong Kong.

André Franco

Death From Above 1979Cheap Talk
10 anos separam o álbum de estreia desta segunda investida na discografia dos punks canadianos. The Physical World é o tão aguardado regresso ao estúdio do aclamado duo e o resultado (explosivo) resultou em bastantes riffs tão agressivos como viciantes. A faixa de abertura, Cheap Talk, comprova isso mesmo. Celebremos duplamente. Com cadeiras e mesas a voar.

Ennio MorriconeFarewell to Cheyenne
Mestre da grandeza, mestre da subtileza. Ennio Morricone é uma das figuras mais incontornáveis da música. Mais especificamente no âmbito da sétima arte. O tom bem humorado e confiante deste tema torna-o num dos grandes destaques da banda sonora original do seminal western “Era uma Vez no Oeste“. É também muito agradável de ouvir enquanto se reflete sobre o dia…

Sonic Youth Schizophrenia
Celebremos a música com ruído… ruído belo. Os Sonic Youth são uma das derradeiras instituições da chamada música alternativa e Schizophrenia é, sem dúvida, um dos pontos altos da carreira da banda. Desde a sua cadência altamente melancólica e embaladora até ao conteúdo psicótico da letra, aqui está algo que é capaz de nos transportar para outro sítio. Sublime.

Pedro Miguel Coelho

Aretha FranklinRolling in the Deep
Adoro uma boa diva e Aretha Franklin é a personificação de tudo o que isso possa ser. A sua rendição de ‘Rolling a Deep‘ dá à canção uma consistência que a original não tem, apesar do talento inegável de Adele. A voz madura e cheia de soul da americana, bem como os coros em gospel style e o instrumental mais corpulento dão cor a um hit que invadiu o FM, mas que a mim nunca me convenceu plenamente. Só desta vez.

EchosmithCool Kids
Eles querem ser como o grupo dos fixes, que nunca tem problemas de integração e está bem em qualquer lado. E este é um single não se distingue muito de várias canções indie pop coloridas (e fixes) que andam por aí. Tem uma melodia fácil e autocolante, sinteticamente deliciosa. Musicalmente é um pegajoso e brilhante chupa-chupa gigante, um hit de verão sem qualquer profundidade lírica. A ouvir fora de época.

Tove LoTimebomb
Vem da Suécia, como o som pujantemente eletrónico denuncia, e é uma questão de tempo até explodir. Este avanço é conquistador e faz parte de um dos álbuns mais promissores de 2014. A contagem decrescente até ao refrão, dinamite em formato eletropop, entrega-nos uma canção brilhantemente produzida, mas nem por isso com ausência de chama e emoção ou aquela artificialidade irritante da era do auto tune.