Lisboa, capital portuguesa, é uma cidade repleta de mistério com muitos locais por explorar. Neste artigo vão ser abordados não só os sítios mais populares e imperdíveis, mas também aqueles espaços especiais, que não aparecem nos guias e que só os lisboetas sabem onde procurar. Aqui ficam algumas dicas para todos os que estejam pela primeira vez nesta cidade de encanto.

O top 10 para saborear em Lisboa, acompanhado por uma bica e um pastel de nata…

1 – Pão Pão Queijo Queijo

Conhecido pelas suas baguetes e não só, especialmente pelos seus preços bastante acessíveis, o Pão Pão Queijo Queijo é sem dúvida um dos restaurantes escolhidos pelos jovens para o convívio com os amigos. Está localizado num dos sítios mais apreciados pelos turistas, Belém. Em frente ao jardim e perto do Mosteiro dos Jerónimos, não há que enganar. É o único estabelecimento o que o torna especial e mesmo com um espaço pequeno, está sempre cheio de clientes nacionais e internacionais ansiosos por experimentar as suas especialidades, que vão desde a Pita Fallafel e da Pita Shoarma, até às suas baguetes com queijo, bacon, entre outros. O cliente escolhe e sem dúvida que qualquer que seja a escolha, raramente sai de lá desiludido.

2 – Pastéis de Belém

A uns passos do Pão Pão Queijo Queijo, é não só um estabelecimento comercial, como também um pontos turístico. Com canela, açúcar ou até sem nada por cima, os Pastéis de Belém e a sua receita secreta  ganham fãs todos os dias. A fila é grande, mas vale a pena. E vai valer todas as vezes que, ao longo dos anos de curso, passes por lá.

3 – Urban Beach

Com vista para o rio Tejo, o Urban Beach está localizado perto da estação de Santos no Cais da Viscondessa. É uma das discotecas mais procuradas de Lisboa e a sua decoração moderna torna o espaço agradável e chique, tornando-se o local ideal para uma sunset party durante o dia e transportando-nos para um club em Miami durante a noite. Conhecido também pelas suas noites temáticas e para dar um pé de dança, o Urban oferece os melhores êxitos durante toda a semana.

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4 – Mercado da Ribeira

O Mercado da Ribeira, situado perto do Cais do Sodré, data de 1882 e ao longo dos anos tem sofrido diversas alterações. Anteriormente conhecido como um mercado tradicional, é desde 2014 um espaço gastronómico gerido pela revista Time Out e conta com lojas como os gelados da Santini, o Prego da Peixaria, Sea Me, Café de São Bento, Honorato e muitas outras. No primeiro piso, um espaço dedicado a atividades culturais, com sala de espetáculos, um bar e um restaurante. A tradição lisboeta com um toque contemporâneo. Para já, a fila de espera costuma ser longa, mas na companhia de amigos tudo se torna mais fácil, mesmo que o caloiro tenha de ser sempre o último a ser atendido.

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5 – Pastelaria Careca

Situada no Restelo, a pastelaria Careca, fundada em 1954, tem várias especialidades conhecidas. Os palmiers de massa fina, mas principalmente os croissants, quentinhos e com açúcar, têm de fazer parte da tua experiência na capital. E, se quiseres repetir a visita, há uma grande variedade de bolos. Além disso, o preço é acessível e a esplanada tem jardim. É provável que sejam motivos suficientes para regressares.

6 – Hamburgueria do Bairro

Desengane-se quem pensa que a Hamburgueria do Bairro é só mais uma cadeia concorrente do McDonalds ou do Burger King. São seis lojas: Benfica, Príncipe Real, São Sebastião da Pedreira, São Bento, Restelo e Parque das Nações. Variedade e requinte na era dos hambúrgueres gourmet. Saborosos, com menus interessantes e uma apresentação ao nível da haute cuisine.

7 – Real República de Coimbra

Entre amigos diz-se que “Vamos ao Real”. Um dos sítios em Lisboa em que mais se vêem capas e batinas, tem bebidas baratas, um atendimento simpático e paredes com mensagens mais ou menos académicas. É provável que apanhes aqui atuações improvisadas de tunas, amigos novos a aparecer na tua mesa e noites com sabor a tradição.

8 – Arco do Cego

É dos alunos do Técnico, mas não só. São raros os estudantes de Lisboa que não recomendam este espaço para relaxar ao fim do dia enquanto se bebe uma imperial. Ou um fino, caso sejas um caloiro que vem do Norte. O Café com Nata e a Cafetaria Italiana são os estabelecimentos mais conhecidos da zona, mas a concorrência do muro e do jardim do Arco do Cego é difícil de bater.

9 – O Galeto

Frequentemente subvalorizado, principalmente por estar ao lado do Mc do Saldanha. O néon vermelho e o estilo datado dão-lhe um encanto decadente. É um amigo das madrugadas e um dos poucos cafés aberto pela noite fora. Não tem os melhores preços do mundo, mas tem uma esplanada no meio da Avenida da República e pode ser uma boa solução para aflições tardias, como comprar um maço de tabaco às 4 da manhã. Quem nunca?

10 – Fábulas

Este café é uma atração para quem passeia pela baixa lisboeta em direção aos armazéns dos Chiado. Situado numa das arcadas, o Fábulas tem uma decoração peculiar, que funde o antigo com o moderno. As mesas de madeira robustas têm máquinas de costura, que recriam o passado português. As paredes de pedra estão repletas de fotografias a preto e branco, do tempo dos nossos avós, que nos fazem viajar para os anos 30/40. Bebidas tradicionais, lanches saborosos e sobremesas inovadoras num ambiente vintage e acolhedor.

Top 10 para visitar, regalar o olhar e alimentar a alma…

1 – Fiéis ao Bairro

Provavelmente a melhor maneira de te iniciares nas saídas ao Bairro Alto. O Fiéis fica na Rua da Trombeta, mesmo no princípio da famosa zona de diversão noturna lisboeta, pelo que muitas vezes serve como ponto de partida para qualquer saída. A música é geralmente animada e variada e os preços são relativamente acessíveis. Um bom sítio para beber alguma coisa e para conversar enquanto a noite ainda é jovem, pelo menos até à rua ficar completamente cheia!

2- ZdB

Também localizada no Bairro Alto, a Galeria Zé dos Bois é notória pelas suas atividades culturais Aqui poderás assistir a concertos dos mais variados estilos e dos grupos mais recentes e alternativos, bem como ver exposições, instalações e outros eventos enquanto bebes um copo. De quando a quando, até podes assistir a uma sessão de cinema ao ar livre no telhado com vista para a paisagem típica que é a do Bairro Alto.

3- Louie Louie

A encarnação lisboeta da loja, também existente no Porto, localiza-se nas escadas que sobem para os Armazéns do Chiado, mesmo ao lado da saída do metro, e é um bom sítio para passares tempo depois de um dia de aulas. Com uma coleção grande e invejável de vinis e CD’s e até alguns DVD’s (tanto a nível de clássicos, como de propostas mais recentes), a Louie Louie é um dos melhores sítios para quem gosta de colecionar discos ou quer encontrar algum projeto mais obscuro. Para além disso, ainda tens wi-fi grátis e uma pequena esplanada para tomar café e lanchar, portanto já tens uma boa alternativa para fazeres uma sessão de estudo enquanto ouves boa música.

4- Lx Factory

Data de 1846 e está localizado em Alcântara o antigo espaço industrial de 23.000 m2. Agora é devolvido à cidade numa forma mais moderna: a LX Factory. É definida como uma “ilha criativa ocupada por empresas e profissionais da indústria” e que recebe todo o tipo de acontecimentos, sejam eles relacionados com moda, publicidade, arquitetura ou música. Redescobrir este espaço e vê-lo por uma nova perspetiva tem sido uma curiosidade dos lisboetas. A ganhar pontos para saídas à noite ou passeios de fim-de-semana.

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5 – Centro Cultural de Belém

Promove a cultura em todas as suas vertentes e é um local para conferências, congressos e colóquios. Se queres aproveitar as novidades e estar sempre a par do que se passa na cultura nacional e internacional, acompanha a agenda do CCB e visita as suas exposições. Não é só o espólio do Joe Berardo, há mais!

6 – Terreiro do Paço

A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa e está localizada no centro da cidade de Lisboa. Neste espaço, recentemente requalificado e muito usado para várias atividades culturais e até desportivas, existem restaurantes, cafés turísticos e espaços de diversão noturna. É também aqui o lendário Martinho da Arcada, o local preferido do nosso Fernando Pessoa e o recém-aberto ao público Arco da Rua Augusta.

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7 – Miradouro das Portas do Sol

É por vezes um sitio que passa por esquecido no roteiro dos turistas e dos admiradores da paisagem lisboeta. É também um dos locais mais singulares e belos que Lisboa tem para oferecer. Em Alfama, as Portas do Sol oferecem uma vista deslumbrante do tipico bairro lisboeta, bem como da restante cidade, aqui suspensa sobre o Tejo. Um espetaculo idilico que cria momento de cortar a respiração. Um local ideal para meditar ao fim da tarde ou para dar uns bons dedos de conversa pela noite dentro.

8 – Fundação Calouste Gulbenkian

Fundação sem fins lucrativos, foi criada com base nos bens de Calouste Gulbenkian, mecenas de origem turca que deixou ao país todo o seu espólio. Apoia atividades culturais, tem exposições interessantíssimas, uma orquestra, uma biblioteca muito completa, espetáculos durante todo o ano (com descontos para estudantes!) e um dos jardins mais agradáveis de Lisboa. Um balão de oxigénio entre a Avenida de Berna e São Sebastião, ideal para esquecer o stress. 

9 – Jardim da Estrela

Inicialmente conhecido por Passeio da Estrela, o nome diz tudo. É ideal para passear dentro da cidade e é mais um dos pulmões de ar fresco no meio da agitação lisboeta. Chegou a ter, como principal atração, o mítico Leão da Estrela. Hoje não há leões, mas continua a valer a pena, para um piquenique, umas voltinhas ou mesmo a prática do jogging. E aproveita que estás perto para dar um salto à Basílica da Estrela, mas com cuidado para não entrares pela porta da capela mortuária.

10 – Mosteiro dos Jerónimos

Mosteiro dos Jerónimos é um testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, à entrada do Rio Tejo. Representa o apogeu da arquitetura manuelina e é uma das principais igrejas-salão da Europa. Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos.

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Artigo de Sara Alves, com revisão de André Franco, Beatriz Silva, José Morais e Pedro Miguel Coelho.