A Samsung decidiu abandonar o mercado de portáteis na Europa face aos efeitos negativos provocados na procura deste tipo de produto por parte da proliferação dos smartphones e tablets.

Em declarações ao Público, a Samsung Portugal diz que “a Samsung adapta-se de forma constante às necessidades e às exigências do mercado. Por essa razão, por agora, vão ser descontinuadas as vendas de computadores portáteis em toda a Europa”, acrescentando ainda que “a decisão diz apenas respeito a esta região e não reflecte necessariamente a estratégia da marca noutros mercados”.

“Iremos descontinuar as vendas na Europa de laptops, incluindo os Chromebooks, por agora. Esta é uma região específica e não necessariamente o reflexo das condições sentidas em outros mercados“, acrescentou o porta-voz.

Foto: zonait.tv

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Apesar de a IDC (International Data Corporation) ter verificado um crescimento nas vendas ao longo do segundo semestre do ano na região respeitante à Europa, África e Médio Oriente e dos sinais positivos oriundos da renovação de equipamentos, a tendência tem sido de decréscimo das vendas de computadores portáteis e uma estimativa da analista IDC diz mesmo que é esperada uma quebra de 6,5% na procura de portáteis ao longo do ano a nível global.

Porém, a subsidiária portuguesa garantiu que a assistência técnica terá o seu funcionamento preservado e os computadores que estão nas lojas continuarão à venda. “A Samsung vai manter o suporte da marca para todos estes equipamentos, em todas as questões relacionadas com a assistência técnica, estejam ou não no período de garantia, dentro das condições em que tal assistência é concedida nestes dois diferentes casos.

Samsung tem deixado um pouco de parte o mercado dos laptops e nem aproveitou a IFA, a maior feira de tecnologia a acontecer na Europa, para atualizar a sua linha de computadores portáteis, sendo que o último laptop a ser lançado pela sul-coreana foi já em abril. Contudo, a situação não está tão grave como a que se vive na Sony, que, de acordo com o PC Advisor, irá despedir 5 mil funcionários e encerrar mesmo a linha de computadores portáteis, os Sony Vaio.

Com José Morais.