Estar em direto numa estação televisiva e a ser assistido por centenas de milhares de pessoas é uma excelente oportunidade para publicitar ou denegrir a imagem de algo ou de alguém. Charlo Greene, uma apresentadora na estação KTVA, do Canadá, apresentou ontem o seu pedido de demissão de forma algo inusitada, anunciando a sua decisão em pleno direto enquanto falava de um referendo para a legalização da marijuana. A razão? A jornalista é, nada mais, nada menos, que a fundadora de uma organização que apoia essa causa.

Charline Egde, mais conhecida por Charlo Greene, deixou para trás o papel de levar as notícias até aos seus telespetadores para passar ela própria a ser motivo de notícia nos quatro cantos do planeta. Durante uma emissão nesta semana, a canadiana aproveitou o tempo de antena para se despedir, pois pretende, como disse, “dedicar todo o tempo possível a lutar por liberdade e justiça, começando já pela legalização da marijuana no Alasca”, referindo no início que tudo o que tinha sido dito nos últimos minutos foi “pela fundadora do Alaska Cannabis Club.

“Em relação ao meu trabalho, não é que tenha muita escolha… que se lixe, demito-me”, concluiu a jornalista que, segundo a KTVA no Twitter, viu o seu contrato imediatamente cessado. A Alaska Cannabis Club é uma organização que defende a legalização da marijuana no Canadá – algo que poderá ser conseguido já no próximo dia quatro de novembro, dia do referendo – e que já viu a sua campanha de fundos no IndieGoGo chegar a bons números, ultrapassando em larga escala os cinco mil dólares inicialmente pedidos.

Na sua página de angariação de fundos, no IndieGoGo, está também um vídeo com as razões que a levaram à demissão, que tem quase 900 mil visualizações. E sim, para quem tinha dúvidas, foi isto que ela realmente disse: “Fuck it. I quit”.

Fontes: Shifter, IndieGoGo