A Farsa, de Raul Brandão, tem estreia marcada no dia 25 de setembro, quinta-feira, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II. Trata-se de uma obra teatral expressionista e cinematográfica centrada no ódio recalcado da personagem Candidinha, protagonizada pela atriz Sara Carinhas.

Candidinha é uma mulher seca, triste e desesperada e toda a ação é centrada no ódio desta personagem. De acordo com o comunicado de imprensa, a conceção do mundo como um “teatro universal” atravessa a obra de Brandão, em que o Homem é ator do seu destino. Em A Farsa, o fraco triunfa pela exploração implacável da fraqueza do poderoso.

A KARNART pega em mais uma obra de Raul Brandão, depois de Húmus (2010), que lhe valeu o prémio Autores 2011 em Artes Visuais para Melhor Trabalho Cenográfico, e Ilhas (2012/2013), co-produzida pelo Teatro Nacional S. João e o S. Luiz Teatro Municipal. Fundada em 2001, a KARNART é uma criação artística centrada no conceito de PERFINST.

Por PERFINST entende-se a criação de objetos artísticos em que as linguagens performativa e plástica se acabam por cruzar. A primeira linguagem centra-se no teatro, na dança, na performance e na body art, recorrendo ou não a texto e com uma construção de personagens com uma interiorização rigorosa. A linguagem plástica centra-se no espaço, não convencional na maioria das vezes, nos objetos, na imagem e em outros elementos.

De acordo com Luís Castro, diretor e criador d’A Farsa, o grupo artístico trabalha “dramaturgias, performatividade de ou sem texto, recuperamos objetos, fazemos instalações, corremos muito, trocamos mensagens” e sobre o processo de criação desta peça não fala porque “é nosso, é vosso, é encontrar, faz parte do conceito que temos vindo a investigar”.

A Farsa está em cena na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II de 25 de setembro a 19 de outubro. Às quartas começa às 19h15, de quinta a sábado às 21h15 e no domingo às 16h15.