Depois de meses de rumores, fugas de informação e de todo o tipo de especulações, eis que foi finalmente anunciado os membros mais recentes da família dos iPhones, a linha de smartphones da Apple. A conferência de apresentação, que teve hoje lugar em Cupertino, EUA, cumpriu com as expectativas das centenas de jornalistas no local a assistir de perto ao lançamento, que viram Phil Schiller tirar ‘da cartola’ o tão badalado iPhone 6, que veio a confirmar grande parte das informações previamente conhecidas.

Foi dentro de uma infraestrutura que se assemelha simplesmente a uma enorme caixa branca de papel, ‘encomendada’ propositadamente para o evento, que a Apple surpreendeu a mostras não um mas sim dois novos aparelhos. Ao contrário dos eventos anteriores, Tim Cook não deu início à apresentação com dados estatísticos, apesar de dizer que o iPhone é o “smartphone número um no mundo“, mas ofereceu muitos momentos de nostalgia com o relembrar dos antigos produtos da Apple. Até que chegou o grande momento: olá, iPhone. Aliás, olá: iPhone 6 e iPhone 6 Plus.

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Tanto o design do iPhone 6 como o design do iPhone 6 Plus não trouxeram surpresas ao que já era conhecido. A Apple decidiu arredondar todo o contorno dos aparelhos e aumentar o tamanho dos ecrãs, que até então tinha atingido as quatro polegadas.

O ecrãs do iPhone 6, coberto não por safira mas por vidro e com a tecnologia Retina HD, o que confere ângulos de visão mais amplos,  é de 4,7 polegadas e conta com a resolução de 1334×750 píxeis (326 píxeis por polegada), ao passo que iPhone 6 Plus carrega 1920×1080 píxeis, 185% mais do que o atual iPhone 5S mas com o mesmo número de píxeis por polegada.

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Apesar de serem maiores, ambos os aparelhos são previsivelmente mais finos: o iPhone 6 derrota os 7,6 mm do seu irmão mais novo e ‘mede’ apenas 6,9 mm, 3 milímetros a mais do que o 6 Plus. Também para resolver os problemas do tamanho alargado do ecrã, e para além de ter colocado o botão ‘power‘ no lado direito, a empresa da maçã ofereceu uma possibilidade mais fácil a todos os seus clientes com mãos pequenas, bastando clicar duas vezes o botão ‘Home‘ para que seja feito um scroll down automático . Algo assim:

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As peças que tornam este aparelho tão poderoso também mereceram os seus momentos de protagonismo. Para poder executar cada uma das 1,3 milhões de aplicações disponíveis na App Store, o processador dentro de ambos os dispositivos não é chamado A7x mas sim A8, de 64-bits (tal como no iPhone 5S), e, apesar de ser 13% mais pequeno do que o seu antecessor, garante um desempenho 25% superior.

No que toca ao processamento gráfico, Schiller promete que as melhorias podem chegar aos 50%, mas a Apple preocupou-se também com a ergonomia e revela que os novos iPhones irão ter um “desempenho sustentado“, prevenindo o sobreaquecimento.

Ainda dentro dos iPhones estará o processador M8, responsável pelo processamento de dados relativos ao movimento do aparelho que poderá, por exemplo, dizer se a pessoa está a correr ou a andar de bicicleta com elevada precisão.

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No que toca à câmara, cuja forma se sobressai do resto do corpo, os 8 megapíxeis mantiveram-se, mas o sensor, com uma abertura de 2.2 é novo, para além do recém-chegado True Tone flash. O iSight trouxe para a nova geração de iPhones a tecnologia ‘focus pixels‘, que aumenta a velocidade de foco automático, melhora a estabilização de imagem e facilita a entrada de 81% mais de luz. O vídeo mantém a qualidade de 1080p, mas o slow-motion poderá agora ser captado a 120 ou 240 frames por segundo.

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A câmara frontal não foi esquecida e o sistema de deteção de caras também foi melhorado. Tudo a pensa no selfie lover

Sem qualquer menção à memória RAM, o iPhone 6 e o iPhone 6 Plus tem ainda a capacidade de captar o sinal wifi três vezes mais rápido, vem com barómetro incluído e contou com melhorias (pouco significativas) na bateria, para além do tão aguardado sensor NFC, que mereceu especial destaque na conferência pela sua facilidade no ato do pagamento.

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As versões de 16, 32 ou 128 Gb terão o preço de, respetivamente, 199, 299 e 399 dólares nos Estados Unidos da América com dois anos de contrato e chegarão às lojas no dia 19 de setembro, ficando disponível em 115 países até ao final do ano. “Estes são os melhores telefones alguma vez já feitos”, disse Phil Schiller.

Fotos: The Verge