“We have one more thing”. Foi assim que Tim Cook, em homenagem a Steve Jobs, fez a passagem da apresentação dos novos iPhones para aquele que era o produto que mais dúvidas gerava em torno da imprensa de tecnologia. Nove de setembro marca o dia em que a Apple se juntou à corrida dos smartwatches com a apresentação do seu próprio relógio digital, cujo nome não é iWatch, nem iTime, mas simplesmente Apple Watch.

Primeiro que tudo. Senhoras e senhores, o Apple Watch:

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O mercado dos ‘wearables‘ tem estado agitado nos últimos meses e acabou de ganhar um novo concorrente. A conferência agendada pela Apple para o dia de hoje, em Cupertino, trouxe à empresa de Tim Cook uma nova categoria de dispositivos para a empresa da maçã com o lançamento de três (sim, três) novos relógios inteligentes. De dois diferentes tamanhos.

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Com uma cobertura em aço inoxidável, a parte da frente, com um acabamento curvado, tem um ecrã quadrado, coberto por safira, com sensores de pressão e tamanhos de 38 ou 42 milímetros, dependendo do tamanho escolhido. As pulseiras são precisamente o que diferem os três tipos de relógio – Apple Watch, Apple Watch Sport e Apple Watch Edition – e a escolha da sua constituição, de um total de seis desde uma banda coberta em ouro até ao comum plástico com diversas cores, irá depender do uso que lhe será atribuído. Existe até uma versão de 18 quilates.

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O principal diferencial do Apple Watch, no que toca ao seu hardware, em relação aos principais concorrentes, passa pelo aproveitamento do seu aparelho. Tim Cook ridridicularizou a funcionalidade pinch to zoom num smartwatch pelo facto de que os dedos ocupariam todo o espaço do ecrã, e então, para resolver o assunto, o zoom no aparelho ficará ao cargo de um botão no lado direito do ecrã que funciona de forma semelhante a um relógio natural. Contudo, ao invés de fazer rodar os ponteiros, os clientes rodarão a coroa para, por exemplo, percorrer uma lista ou fazer zoom num mapa.

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Os fãs de exercício físico são um dos alvos da Apple para aquele que, segundo Tim Cook, é “o dispositivo mais pessoal” que a sua empresa alguma vez construiu. O sensor biométrico está colocado na parte de trás do relógio, para registar informações como o batimento cardíaco, e, quando existe um trajeto definido no aparelho, a vibração sentida no pulso irá ser diferente se a curva é para ser feita à direita ou à esquerda. O acordo entre a Apple e da Nike, referido na conferência, resulta em aplicações que mostram de forma precisa e intuitiva os resultados de uma corrida de uma volta de bicicleta, por exemplo.

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O software do smartwatch foi mesmo o grande destaque e não houve grandes desenvolvimentos em relação às especificações no interior. A Siri está embutida no aparelho e oferece total integração, desde a procura de cinemas ou restaurantes, sendo também possível ditar mensagens de texto ou falar com outras pessoas através de códigos, que incluem mensagens ‘pré-configuradas’ como ‘já vou almoçar’ ou ‘ligo mais tarde’. É também possível realizar chamadas com recurso ao altifalante e microfone integrados.

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Para além disso, e segundo o site da Apple, é possível configurar as próprias funcionalidades que irão aparecer na tela inicial. Para além das horas, será possível inserir também “cronómetros, notas, dados de meteorologia e muito mais“, permitindo uma capacidade de customização “infinita“. O sistema de notificações foi construído de raíz para o relógio e será possível confirmar pedidos de amizade no Facebook, consultar a timeline do Twitter ou rever a agenda diária diretamente no pequeno ecrã.

Os sinais GPS e Wifi são funcionalidades incluídas e o carregamento é feito na por ligação magnética, sem a necessidade de fios.

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A chegada dos Apple Watch ao mercado está agendada para início de 2015 e o preço anunciado foi de 349 dólares, algo como 270 euros. O dispositivo irá funcionar com todas as versões lançadas depois do iPhone 5 (inclusive).

Fontes: The Verge, Apple