Agora que já te apresentámos os atores e as atrizes nomeadas em drama e comédia, chegou a hora de veres as séries em que todos participam. Não te esqueças de nos visitar no dia 26 de agosto para conferires os vencedores, que serão conhecidos durante a madrugada.

 

Melhor Série de Drama

Breaking Bad

Breaking Bad será possivelmente a grande vencedora da edição deste ano dos Emmys. Sim, o júri de vez em quando troca-nos as voltas, mas pela sua mestria, desfecho e legião de fãs, o prémio está quase garantido. E não discordamos. A trama da série é simples: Walter White, químico, vê a sua vida sofrer uma mudança radical quando descobre que tem cancro. Passa a sustentar a família apenas como professor de liceu e depressa descobre que tal será insuficiente. O sistema de saúde americano não cobre os seus tratamentos, o que o impedirá de auxiliar o filho, que sofre de paralisia cerebral. Fruto da necessidade, resolve começar a fabricar drogas para assegurar o futuro da família, juntando-se ao ex-aluno Jesse Pinkman. O resto é história, neste drama sem heróis nem vilões.

No último ano, o inesperado aconteceu. Depois de Breaking Bad ter chegado ao topo da sua criatividade na quarta temporada, os criadores voltaram a surpreender, com 16 episódios de pura adrenalina, aumento de expectativas e cumprimento das mesmas. Walter White pode ter morrido, mas a sua personagem viverá durante décadas.

 

Downton Abbey

Uma série de produção britânica que consiga conquistar os EUA e, ao mesmo tempo, todo o mundo, tem muito que se lhe diga. E só coisas boas, na nossa opinião. A fictícia Downton Abbey situa-se em Yorkshire, e nela reside a aristocrata família Crawley, juntamente com um conjunto notável de empregados. Para além dos dramas da família, ao longo de quatro temporadas já vimos retratado o afundamento do Titanic, a Primeira Guerra Mundial, a gripe espanhola e a independência do Estado da Irlanda. Para além de ter conquistado os espectadores, Downton Abbey foi também considerada pelo Guinness World Records como a série de maior receptividade crítica em 2011.

A quarta temporada vinha com grandes expectativas pelo fim trágico de Matthew Crawley e não nos decepcionou. Foi um ano forte para algumas personagens, como Lady Mary e Anna Bates, principalmente por termos que continuar também a lidar com a morte de Lady Sybil e com a saída abrupta de O’Brien. A sua ausência foi, no entanto, colmatada pelas participações especiais de  Paul Giamatti e Shirley MacLaine, irmão e mãe de Cora, respectivamente.

 

Game of Thrones

Não raras vezes, séries que se inspiram em livros dão bons resultados. E Game of Thrones não foi excepção. George R. R. Martin é o famoso autor da saga A Song of Ice and Fire, e consequentemente criador de personagens tão marcantes como Daenerys Targaryen, Jon Snow, Cersei Lannister, Tyrion Lannister, Arya Stark, e muitos outros. Esta mega produção já filmou em países como Reino Unido, Marrocos, Espanha, Malta, Croácia e Islândia. Estreou a 17 de abril de 2011. Dois dias depois, a HBO encomendou a segunda. O sucesso estava provado.

http://youtu.be/oFX5BwGelyY

A quarta temporada de Game of Thrones foi com certeza das mais emocionantes até à data. Episódio atrás de episódio deixaram o espectador em suspenso e numa montanha russa de emoções. O casamento de Joffrey e o seu fim inesperado, o julgamento de Tyrion e tudo o que isso acarretou, e claro, os dragões. Para concluir, só é preciso mesmo dizer: Valar Morghulis.

 

House of Cards

House of Cards é em si um estudo de caso. Uma série que é produzida pela Netflix, uma empresa que tem como serviço principal fornecer televisão na Internet, e que disponibiliza uma temporada inteira no mesmo dia. Acrescentando o facto que se passa nos bastidores da política norte-americana, um tema abordado até à exaustão no cinema e na televisão. Mas House of Cards está acima de tudo isso, e o seu sucesso fez com que a terceira temporada fosse encomendada mesmo antes da segunda estrear. A dinâmica? É Frank Underwood que nos guia ao longo da sua ascensão a presidente dos Estados Unidos da América, num mundo em que toda a gente parece disposta a apunhalar os colegas nas costas. Se ainda não viste, recomendamos vivamente. O único problema é que não vais conseguir ver só um episódio de cada vez.

A segunda temporada começou de forma tão brutal e inesperada que a partir daí ou subiria muito a fasquia ou seria uma decepção. Ainda bem que o que se verificou foi o primeiro cenário. A morte de Zoe Barnes chocou os fãs mas conseguiu abrir caminho a que os objetivos de Frank se concretizassem tal e qual como sempre sonhou. O que acontecerá agora que se senta na sala mais poderosa do mundo?

Mad Men

Em plena década de 60, vemos o frenesim na fictícia agência de publicidade Sterling Cooper, localizada em plena Madison Avenue, Nova Iorque. Don Draper guia-nos, juntamente com as pessoas com quem trabalha, pelo maravilhoso mundo da publicidade ao mesmo tempo que os próprios valores da sociedade vão mudando. Dos vários temas que caracterizam a sociedade americana, a série já abordou o tabagismo, alcoolismo, sexismo, feminismo, adultério, homofobia, racismo e antisemitismo. Mad Men tem sido um caso de sucesso, comprovado pelo facto de a série ter ganho o Emmy de Melhor Drama nas suas quatro primeiras temporadas.

No seu sétimo e derradeiro ano, Mad Men está dividida em dois. A primeira parte, The Beginning, começou em abril deste ano, sendo que a segunda, The End of an Era, apenas chegará ao pequeno ecrã na primavera de 2015. Em ambas as partes, mostrará as personagens a viver entre a agência de Nova Iorque e Los Angeles.

 

True Detective

A HBO queria submeter True Detective como mini-série. Mas o inesperado aconteceu e uma produção com oito episódios está a concorrer diretamente com os ‘grandes’. Nic Pizzolatto é o criador da série e escreveu todos os episódios. Um elenco de luxo leva-nos numa viagem de 17 anos, o tempo que dois detectives levaram a capturar um assassino capaz de cometer os episódios mais macabros. Por ser uma antologia, a próxima temporada terá uma história diferente, assim como novas personagens. Temos pena, mas se nos conseguirem surpreender como na estreia, então estamos apenas ansiosos.

http://youtu.be/TXwCoNwBSkQ

Martin Hart e Rustin Cohle formaram uma das duplas mais improváveis mas nem por isso menos extraordinária. Ao longo de várias entrevistas no presente, a sua história vai-se revelando aos olhos dos espectadores, levando-nos a uma descoberta da natureza humana que julgaríamos improvável.

 

Melhor Série de Comédia

Louie

O primeiro dramedy (drama-comédia) desta categoria é precisamente Louie, que nos chega pela mão da FX desde 2010. A série é escrita, realizada, produzida e protagonizada por uma única pessoa: Louis C.K.. E se fosse caracterizada em duas palavras, escolheríamos humor surreal. Louis interpreta uma versão dele próprio, um comediante recém-divorciado que cria as duas filhas em Nova Iorque. Ao contrário do que acontece na maioria das séries, em Louie parece não haver uma ligação lógica entre as histórias que se vão contando. Mas nem por isso é menos genial, tendo acumulado vários Emmy em escrita, representação e realização.

Na quarta temporada, Louie mostrou que consegue continuar a surpreender, e cada episódio chegou a ser caracterizado pela crítica como arte em televisão.

Modern Family

Steven Levitan e Christopher Lloyd conseguiram criar uma fórmula de sucesso, pois se há um campo em que já muito foi feito, é a comédia. O truque? Inspiram-se diariamente nas suas próprias famílias, e encaram os episódios como uma homenagem aos filhos e às mulheres, que tantas horas passam sem eles. Um casal homossexual e outro com uma grande diferença de idades poderiam ser uma fonte inesgotável de clichés, mas tal não acontece. O bom de Modern Family é a incapacidade de ter uma personagem favorita, pois de uma maneira ou outra, todas nos reflectem de alguma maneira, o que faz com que todas as semanas ansiemos por uma nova aventura dos Dunphy, dos Pritchett ou dos Tucker-Pritchett.

http://youtu.be/fMwM5nRewNs

A última temporada, que em muito se centrou à volta do casamento de Cam e Mitchell e no novo bebé de Gloria e Jay, não esquecendo as mudanças na adolescência do elenco mais novo e, claro, nas invenções constantes de Phil, foi magia.

Orange is the New Black

Produzida pela Netflix, Orange is the New Black é inspirada no livro de Piper Kerman, Orange Is the New Black: My Year in a Women’s Prison, que conta a sua própria experiência pessoal na prisão. A personagem principal é precisamente Piper Chapman, interpretada por Taylor Schilling, uma mulher bissexual que vive em Nova Iorque e que é sentenciada a 15 meses de prisão por transportar drogas para a sua ex-namorada. O delito ocorreu dez anos antes do início da série, e quando Piper é presa reencontra-se precisamente com a ex-namorada Alex Vause, encarnada por Laura Prepon, e começam a repensar o seu relacionamento.

http://youtu.be/e99SkdcB2UU

A segunda temporada, divulgada a 6 de junho, foi ainda mais extraordinária que a primeira, com as relações entre as várias personagens a conhecerem novos desenvolvimentos. Orange is the New Black tornou-se num dramedy que acontece na versão televisiva de uma prisão de mulheres.

Silicon Valley

Estreada a 6 de abril nos EUA, pela mão da HBO, Silicon Valley conta a história de seis programadores que lutam por uma carreira bem sucedida no conhecido pólo de desenvolvimento. Thomas Middleditch, Josh Brener, Kumail Nanjiani e Martin Starr são apenas alguns dos nomes que se juntam para, de forma satírica, demonstrar como é a vida naquela zona de São Francisco. Christopher Evan Welch, que participou em cinco episódios da série, acabou por falecer em dezembro de 2013, pelo que a produção da série optou por usar o material que o ator já tinha gravado, não considerando assim um novo casting para o seu papel.

A primeira temporada teve oito episódios, e esta comédia mostrou como algumas das pessoas mais brilhantes a nível intelectual são as que menos conseguem lidar com o sucesso.

The Big Bang Theory

O nosso Universo estava num estado denso e quente, que há quase 14 mil milhões de anos que a expansão começou, espera...” Este é um dos temas musicais mais populares no panorama televisivo, e serve de abertura à série The Big Bang Theory. A premissa é simples: dois nerds convivem com uma vizinha ‘boazona’ no dia-a-dia, e tal tem vindo a fazer as maravilhas do público desde 2007. Para ajudar à trama, os três são acompanhados por um elenco secundário também ele suis generis. The Big Bang Theory é nada mais do que a série mais vista na CBS, e a sua popularidade tem vindo a aumentar, sendo que o fim da última temporada foi a season finale mais vista de sempre. A série já foi renovada por mais três anos.

http://youtu.be/kOTGtjtiC70

Agora que Penny e Leonard estão noivos, e que Sheldon terá que arranjar novos companheiros de casa, com certeza a próxima temporada de Big Bang trará momentos hilariantes aos espetadores. A título de curiosidade, Jim Parsons, Kaley Cuoco e Johnny Galecki vão receber cerca de um milhão de dólares por episódio na oitava temporada, depois de terem atrasado o início das gravações da série por negociações salariais.

 

Veep

Julia Louis-Dreyfus consegue prender qualquer um ao ecrã, e é a ele que em muito se deve o sucesso de Veep. Uma mulher a caminho da presidência dos EUA, porque não? Se há situações caricatas? Há, mas são ao mesmo tempo hilariantes. A escrita vem pela mão de Armando Iannucci, um mestre em sátiras políticas, o que aliado ao elenco que, à sua maneira, muito acrescenta à série, é uma receita de sucesso. Desde a sua estreia em 2012, tem sido consecutivamente nomeada aos Emmy, SAG e Television Critics, o que só reafirma o seu valor.

http://youtu.be/E0lGJFQHp1c

A terceira temporada trouxe-nos mais de Selina Meyer, que continua a manter uma relação disfuncional com o seu staff, filha, ex-marido, treinador pessoal e com o próprio Presidente. Quando descobre que este último vai abdicar do cargo para se dedicar à mulher, e que se vai tornar na primeira mulher Presidente dos EUA, a cena é hilariante, e suspeitamos que as que se seguem não ficarão atrás.