O Lisboa na Rua voltou para mais uma edição. Até 20 de setembro, a sexta edição do festival transforma as principais praças e jardins de Lisboa em palco de concertos de jazz, de música clássica e até mesmo fado, mostras fotográficas e ciclos de cinema ao ar livre.

A EGEAC (Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural), que organiza o festival, afirma que vai manter as iniciativas habituais acrescentando acontecimentos como concertos de fado e projecções de cinema a três dimensões. Segundo a mesma, em declarações ao Público, o objectivo deste festival é aproveitar a “particular topografia” de Lisboa, uma “cidade anfiteatro” com um “imponente espelho de água” aos pés e cuja “presença cénica” convida à representação. A programação do Lisboa na Rua está disponível na íntegra no site da empresa.

Às quintas-feiras,o jazz é a grande estrela que promete animar os fins de tarde em jardins e largos da capital. Inseridos na iniciativa designada A Arte da Big Band, os concertos começam sempre às 19h e são, como todas as outras actividades, gratuitos.

A Orquestra Jazz de Leiria foi a escolhida para abrir o festival esta quinta-feira, no Parque das Conchas, ao Lumiar e a 28 de agosto é a vez da Orquestra de Jazz Humanitária subir ao palco no Jardim de Campolide. A estrear o mês de setembro, o Jardim do Arco do Cego recebe a consagrada Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal no dia 4. A apostar na internacionalização do ciclo de jazz, a EGEAC apresenta a belga Brussels Jazz Orchestra, em Lisboa pela primeira vez, a 11 de setembro no Largo da Estação do Rossio. A evocar as raízes exóticas, esta edição conta ainda com a actuação da Tora Tora Big Band, com a participação da cabo-verdiana Carolina Varela e de Pedro Tatanka (voz dos Black Mamba) , no Largo do Intendente a 18 de setembro.

Às sextas-feiras, o Jardim das Esculturas do Museu do Chiado é palco do ciclo de concertos Noites de Verão, sempre às 19h30. No palco marcarão presença Timespine, Tropa Macaca e Kimi Djabaté. Como não poderia deixar de ser, o fado tem o seu papel de destaque, nos dias 29 de agosto e 5 de setembro, com as vozes de Cristina Nóbrega e Ricardo Ribeiro no Largo do Teatro Nacional de São Carlos, às 21h30.

No fim de semana o Fitas na Rua ganha vida. Aos sábados e domingos, às 22h, nove locais da cidade vão ser transformados em autênticas salas de cinema a céu aberto com a EGEAC a homenagear as  mulheres, como Amália ou Sophia de Mello Breyner Andresen. A acompanhar as projecções haverá outras actividades, como sessões de fado e guitarra portuguesa. Aos sábados, a Orquestra Metropolitana de Lisboa é o destaque da iniciativa Clássicos na Rua, com concertos em jardins – como o Parque das Conchas, o Jardim de São Bento ou a Ribeira das Naus – onde vai apresentar um repertório variado abrangendo estilos como jazz, blues, samba e tango.

A partir de 27 de agosto entra em cena a vídeo-arte, com o Fuso, o festival anual de vídeo-arte internacional de Lisboa. Diariamente, haverá projecções de obras inéditas em Portugal e de obras de artistas portugueses seleccionadas por Jean-François Chougnet. Este festival decorre em locais como a Praça do Carvão do Museu da Electricidade e no claustro do Museu Nacional de História Natural e da Ciência.

Lisboa Verde 3D, a foto-filme/instalação de Edgar Pêra, vai ser exibida continuamente no São Jorge nos dias 29 e 30 de agosto . Segundo o autor, este é “um filme de investigação plástica e poética” que explora o tridimensional, e cujos protagonistas são os jardins, as hortas e os parques de Lisboa.

A 19 de setembro, a iniciativa A Nossa Voz toma conta do Largo do Intendente com o objetivo de apresentar e promover novos artistas e projectos musicais.