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As 5 maiores obras de animação do século XXI

A rubrica “5”, iniciada em Fevereiro de 2014, pretende trazer aos leitores cinco factos cinematográficos de quinze em quinze dias. O tema varia em todos os artigos e a abrangência do mesmo é quase inesgotável.

 Nesta edição da rubrica vamos viajar por um dos mundos mais criativos do cinema: a animação. Vamos revisitar algumas das melhores obras que esta indústria já nos deu neste novo século porque, afinal de contas, desenhos animados não são só para crianças.

A Fuga das Galinhas (2000)

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 A Fuga das Galinhas saiu para os cinemas logo quando o novo século começou, a Janeiro de 2000 as aventuras das mais frenéticas galinhas de todo o mundo já invadiam os grandes ecrãs de muitos países. Um filme do britânico estúdio de animação, Aardman Studios, que nos oferece uma boa dose de comédia, suspense e aventura. Sendo que a storyline possa parecer simples e o argumento até um pouco previsível, o filme vive pelos seus momentos icónicos e a sua criatividade ao imaginar todo um mundo visto da perspectiva de galinhas. Claro também que uma das suas maiores qualidades foi o trazer de volta a técnica do stop motion para o cinema de animação, afirmando-o novamente no panorama cinematográfico deixando aqui um marco para filmes que se seguiram do mesmo estúdio, mas também de outros como o The Fantastic Mr.Fox de Wes Anderson, que se afirma como um dos melhores trabalhos de stop motion feito até hoje.

Shrek (2001)

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 A obra-prima da DreamWorks abre a primeira década do século XXI em grande para a animação. Sherk chega, pela primeira vez, aos cinemas em Abril de 2001 e torna-se rapidamente num grande fenómeno de bilheteira junto não só dos miúdos como dos graúdos. Este sucesso é explicado pela veia satírica que caracteriza todo o filme, que pega nos contos infantis mais conhecidos da cultura pop e os desconstrói num argumento cheio de vitalidade, de criatividade e de referencias culturais que faz a delicia dos espectadores. Afirmando-se quase numa paródia da Disney, Sherk da DreamWorks, infelizmente, não manteve o mesmo nível de qualidade nas seguintes sequelas, caindo por fim no erro de preferir a quantidade em detrimento da qualidade. Se o primeiro filme da saga ainda continua, hoje, a ser uma lufada de ar fresco no mundo da animação de Hollywood, as suas sequelas apenas vêm deturpar o trabalho feito com o primeiro filme e revelar as fraquezas que o estúdio ainda tem, comparando com o seu principal rival: a Disney Pixar.

A Viagem de Chihiro (2001)

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Hayo Miyazaki afirma-se hoje como o Walt Disney japonês, é o pai de um dos estúdios mais excepcionais de animação do mundo, os Estúdios Ghibli, e presenteou-nos não com uma, mas com variadíssimas obras primas que marcaram várias gerações. Mas recuando ao ano de 2001, em Julho, mas precisamente, estreava nas salas de cinema de todo o mundo o, quiçá, mais mágico e fantástico filme da carreira de Miyazaki. A Viagem de Chihiro pode fazer a delícia dos pequenos, mas é um filme bastante maduro e com uma enorme carga dramática que se traduz em belíssimas morais que Hayo tenta sempre transmitir ao seu público. Com um argumento inovador, uma fotografia hipnotizante e um trabalho de animação 2D de excelência, A Viagem de Chihiro afirma-se como uma grande obra não só no século XXI, mas de sempre no mundo da animação, este clássico é já intemporal.

Persepolis (2007)

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A 27 de Junho de 2007 estreia Persepolis, um filme de animação que as crianças deveriam de evitar. Este é talvez o filme que mais vem desmistificar a ideia de que a animação é apenas feita para miúdos. Persepolis é um filme pesado, um filme sobre a revolução iraniana de 1979 que transformou o Irão numa república islâmica, um filme sobre a guerra entre o mesmo país e o seu vizinho, o Iraque, e é quase, até, um filme de intervenção. Considero-o quase um filme de intervenção já que nos faz aproximar de uma realidade tão distante quanto a de uma família Iraniana presa num regime e numa ideologia completamente oposta àquela que acreditavam. É uma película que nos faz criar empatia e nos faz olhar para o distante médio oriente com outros olhos, abrindo novos horizontes ao público, combatendo a xenofobia que por vezes os ocidentais têm por essa parte do mundo. Em termos sociais este é, sem qualquer dúvida, um grande marco no cinema de animação feito no século XXI.

Wall-E (2008)

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 A 27 de Junho de 2008 estava a estrear nas salas de cinema a obra prima da Disney Pixar. Um dos estúdios com mais sucesso em todo o mundo, a Pixar é, desde há bastante tempo, conhecida pelos seus filmes de excelência e é uma das grandes responsáveis pela introdução da animação 3D neste tipo de cinema. Wall-E é, na minha franca opinião, a grande obra destes estúdios já que conseguiu reunir uma grande soma de factores que o tornaram único e irrepetível. Factores como a fotografia sem falhas, o argumento curioso que nos transporta para uma realidade distópica de intervenção, uma moral magnífica e um abrir de olhos para uma realidade cada vez mais presente nos nossos dias: o excesso de poluição. Este é um filme que pode não agradar os mais pequenos graças ao seu ritmo, mas é sem dúvida das melhores obras cinematográficas que Hollywood nos ofereceu na década passada.

Bónus:

Toy Story (1995, 1999, 2010)

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Pensavam mesmo que ia deixar de fora a saga do Toy Story? Bem sei que estou a quebrar um pouco as regras, já que apenas o último filme da saga é que estreou no século XXI, mas é-nos inevitável fazer aqui referência a uma trilogia que marcou, definitivamente, as crianças dos anos 90. Aliás, não só marcou uma geração como marcou todo o começo da idade de ouro da Disney Pixar que se veio a consolidar na primeira década do século. Assim acabamos esta retrospectiva pelo mundo do cinema de animação e as suas fabulosas particularidades e maravilhas, fechando com a chave de ouro que é esta trilogia.

 *Por opção do autor, este artigo foi escrito segundo as normas do Acordo Ortográfico de 1945.

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