1525064_566551063427189_1889307657_n

Deixem-se de tretas: O MEO Sudoeste É seguro.

Há muitos rumores em torno do MEO Sudoeste, e muitos dos quais prendem-se com a segurança e os perigos envolventes. Mesmo antes do festival, houve muitas pessoas – muitas delas nem nunca tinham ido sequer ao Sudoeste uma única vez – que pintaram os piores cenários possíveis, dizendo que ia ouvir falar imenso de roubos, violações, droga e desacatos. A todas essas pessoas, digo apenas que não poderia estar mais enganados e aproveito para realçar o trabalho notável da empresa de segurança presente na Herdade da Casa Branca entre os dias 6 e 10 de agosto.

Vamos enfrentar os factos: estamos a falar de um festival de música com milhares de jovens. É claro que vai haver sempre quem consiga passar com substâncias ilícitas para dentro. Vai haver sempre desacatos. Vai haver sempre barulho e pessoas que, por vontade delas, não deixavam ninguém dormir. Isso não quer dizer que a equipa de segurança seja má, pois a qualidade dessa mesma equipa vê-se na forma como lidam com esse tipo de situações.

A equipa de segurança surpreendeu-me mal cheguei. Depois de várias horas de pé a analisar mochilas – isto depois de já ter sido revistado pela GNR na estação da Funcheira -, os seguranças da entrada ainda traziam consigo boa-disposição e davam inclusive as boas-vindas a todos os recém-chegados!

Dentro do campismo, nunca me senti ameaçado ou inseguro de forma alguma. Tinha um segurança 24 horas por dia a uma distância de 15 metros que procurava sempre manter a calma entre a vizinhança. Foi precisamente esse segurança que foi calar um grupo de 15 festivaleiros que estavam a fazer demasiado barulho às 6h30 da manhã, e o assunto não poderia ter ficado resolvido de forma mais pacífica. É um festival, há sempre barulho, eles poderiam até nem querer saber. Mas tiveram esse cuidado.

A boa disposição era mesmo uma das principais características da equipa de segurança. Quando se trabalha num festival nunca se sabe se seremos abordados por um bêbedo com tendências violentas ou simplesmente por alguém a precisar mesmo de ajuda, mas os seguranças davam sempre, sempre o benefício da dúvida e nunca deixaram de ouvir ninguém.

IMG_20140807_204626

A foto não tem a melhor qualidade mas mostra um segurança numa conversa agradável com um festivaleiro na primeira fila que estava a segurar um cartaz a dizer ‘Free Hugs’. Mais tarde, esse segurança estaria a dar da sua água a uma rapariga.

Não que eu tivesse visto. Quando estava na fila para participar num dos passatempos da Moche, por exemplo, estive uns 10 minutos à conversa com o segurança destacado para aquele posto enquanto esperava. Uma vez mais, ele até poderia nem querer saber, mas procurou desfrutar do seu tempo ao lado de adultos bem mais jovens do que ele.

Os patrulhamentos, com o apoio da GNR, eram bastante frequentes e especialmente reforçados nos momentos após os concertos. Um desses patrulhamentos, na zona onde eu estava acampado, resultou na detenção de cinco jovens que estavam a fumar mais do que apenas tabaco de forma bastante eficaz: um polícia detetou uma substância proibida, chamou reforços, foi revistado o local e apreendidas as substâncias ilegais. E com pouca gente a dar por isso, tal como se pretende.

Já durante os concertos, a noite mais atribulada que testemunhei foi precisamente a primeira, com Jay Hardway e Martin Garrix como principais estrelas depois da desistência de Dimitri Vegas & Like Mike. Mal Garrix apareceu em palco, o ambiente aqueceu bastante e, num espaço de 5 minutos, houve uma cena de pancadaria e um very light aceso no mesmo local, mas uma vez mais, a equipa de segurança depressa desempenhou as suas funções da forma mais autoritária possível: o very light foi rapidamente removido do local, e porque há pessoas que só comunicam mesmo à pancada, o segurança decidiu arrumar o assunto com um par de movimentos que deixava qualquer um K.O.

10257308_10152300672011545_7733379132538933324_n

DJ Bl3nd com equipa de segurança sempre presente

Tudo isto para dizer que a equipa de segurança e a patrulha da GNR tiveram uma postura excelente e bastante equilibrada durante todo o festival, pois souberam ser pacientes e rigorosos ao mesmo tempos. Estávamos num festival, não num campo de férias, por isso é normal que haja sempre alguém a tentar entrar com bebidas no recinto ou a segurar uma GoPro com um bastão no meio do público durante um concerto, mas a regra da ‘segunda oportunidade’ funcionou perfeitamente e foi fulcral para o bom ambiente entre segurança e festivaleiros. Que seja sempre assim.

Mais Artigos
Big Brother Cláudio Ramos BB Zoom
Cláudio Ramos reage ao regresso de Teresa Guilherme: “Bem-vinda de volta a casa”