Se, como o autor desta crónica, és alérgico ao sol e preferes passar os dias fechado no teu quarto, com as cortinas corridas e a luz desligada, então, jovem, este artigo é para ti.

Não, estou a gozar (talvez…), mas a verdade é que no verão o tempo abunda um pouco mais, pelo menos se ainda és um estudante ou, se já trabalhas, se arranjaste uma ou duas semaninhas para ir ‘estender os ossos ao sol’, assim sendo vamos aqui deixar-te uma lista das cinco apps que funcionam também, na sua maioria, como redes sociais, e que podes usar para:

Nota: este artigo é baseado no artigo 10 Rising Social Networks You Should Explore do mashable.com 

Que apps usar para passar o Verão? [Imagem: Flickr, Jason A. Howie]

 

1) ocupar o tempo enquanto deixas o sol grelhar de forma mais ou menos uniforme o teu corpo;

ou

2) evitas, de forma muito natural (*cof cof anti-social cof cof*) o contacto com a prima Euscácia e o primo Roberto que só vês uma semana por ano e que depois de falarem de como vai a universidade não têm mais assunto de conversa, mas mesmo assim, têm a semana toda pela frente.

Assim, jovem, não tenhas medo, com estas cinco apps todos os problemas da tua vida estão resolvidos! Bom, talvez não todos, mas pelo menos os dois acima mencionados.

1. Secret

Sempre te interrogaste o que é que aquela piada e aquele sorriso cúmplice entre aquele parzinho de amigas/os significava? Sempre quiseste saber que segredos ‘vergonhosos’ esconde a tua prima Euscácia? Pois bem, com o Secret vais poder pelo menos tentar adivinhar. Esta app tem como objetivo a partilha anónima de segredos entre utilizadoras/es. Os segredos que são partilhados dividem-se em duas secções: Friends [amigos] e Explore [explorar].

Secret

Na primeira aba irão aparecer segredos partilhados pelas pessoas que tens como tuas amigas no Facebook, obviamente sem a referência de quem o escreveu, mas ao menos ficas a saber com que tipo de pessoas te andas a dar no Facebook. Na aba Explore vais encontrar uma lista dos secrets mais populares. Como qualquer rede social, em cada post/secret podes sempre comentar ou deixar um like.

Muito bem, que comecem os jogos: o próximo encontro com o pessoal do secundário/evento social com colegas de trabalho vai ser muito mais divertido quando começares a tentar adivinhar quem diria aquilo.

2. Whisper

Outra app que se baseia no conceito de partilhar segredos – quem diria que tantos anos depois o conceito por detrás da escabrosa secção “Questões Para Ela” e “Questões Para Ele” de revistas cor-de-rosa (* cof cof ninguém disse o nome Revista Maria cof cof*) se iria tornar tão popular -, o Whisper diferencia-se do Secret em algumas questões importantes.

Primeiro: em vez de ser baseados nas pessoas que tens como amigas no Facebook, o Whisper baseia a sua permissa nas pessoas que estão relativamente perto de ti.  O que é que isto significa? Basicamente, depois da secção Popular a secção seguinte é a Nearby [Perto] onde podes filtrar os whispers que foram criados perto de ti entre um raio de 2 até 80 quilómetros.whisper

O segundo ponto em que as duas apps se diferenciam é no facto de o Whisper ser muito mais orientado por temas, enquanto o Secret se baseia mais no teu grupo de amigos online. O que é que isto significa? No Whisper muito mais facilmente podes ver outros whispers que foram criados dentro daquele tema, ao carregar nas etiquetas no final do Whisper. Para além disso, há ainda uma secção de busca com divisão em alguns temas gerais, como LGBT, Política, Comida, etc.

Se sempre quiseste saber que tipo de ideias secretas e kinky as pessoas no teu bairro ou na tua cidade têm, então esta app é para ti.

3. Snapchat

Se sempre quiseste mandar uma fotografia tua como a tua mãezinha te trouxe ao mundo para a/o tua/teu mais-que-tudo, mas tinhas medo que aquilo fosse guardado numa pasta com o nome “O que fazer antes de adormecer” ou pior, fosse parar à Internet e assim confirmasse a tua suspeição de que aquela relação não ia durar, então jovem, não temas mais, a tua privacidade está salva! Podes agora partilhar a tua intimidade de forma muito mais digital e segura*, se assim o desejares.

Na verdade, para ser completamente justo, o Snapchat não foi criado com o objetivo de ser uma plataforma de sexting (sex + texting = trocar mensagens de cariz sexual), mas sim uma plataforma divertida e segura para jovens partilharem as suas aventuras diárias e os seus momentos espontâneos de uma forma descontraída, sem terem de se preocupar que algum/a “amigo/a” com menos escrúpulos os pusesse em apuros ao partilhar esses momentos. Mas obviamente entre este desejo e a forma como “os jovens” utilizam a app há diferenças.snapchat

E como funciona então esta app?

Para utilizar esta app com amigas/os vais precisar de saber os usernames delas/es. A partir daí, a app oferece-te a oportunidade de enviares vídeos curtos (até 15 segundos) ou fotografias, em que podes sobrepor uma mensagem curta e que podes partilhar com um/a utilizador/a especifico/a, sendo que depois de ser lida se ‘auto-destrói’ (auto-destrói é muito mais fixe de dizer do que fica inacessível), ou adicionar ao teu historial, ficando visível no teu “mural” por 24 horas.

* Nota: bem, há que explicar aquele asterisco ali em cima; na verdade, como em tudo na internet (e na vida), já houve alguém que deu a volta às regras e arranjou maneira de ultrapassar a impossibilidade de gravar ou fazer o download dos videos ou fotografias que envias, sendo que as app stores têm mais que uma versão destas apps “piratas”. Por isso, sê inteligente e pensa no que partilhas antes de o fazeres.

4. Vine

Se te interessas por redes sociais, e de vês em quando dás por ti a ler artigos sobre elas, então, jovem, talvez precises de ajuda… Não, agora a sério, uma das grandes tendências que têm sido notada pelos geeks das redes sociais é que o vídeo é ‘o’ conteúdo online que ocupa o top das visualizações/utilizações.

Porquê? O vídeo junta de forma eficaz, especialmente se for bem feito, vários elementos multimédia (som, imagem, texto, movimento/animação) que transmitem a mensagem de forma mais eficaz. Porque achas que o Facebook agora tem os vídeos nativos a começar automaticamente?vine

E o Vine é um exemplo disso: com o Vine podes gravar vídeos curtos, isto é, de apenas 7 segundos, sobre tudo e mais alguma coisa que serão partilhados com toda a comunidade de utilizadoras/es. A parte interessante e inteligente desta estratégia de apenas permitir vídeos curtos é deixar ao utilizador a necessidade de se focar no conteúdo que quer oferecer, tornando a criatividade o ponto essencial. E há utilizadores que são claramente engenhosos. Como por exemplo o “mágico” Zach King, que se especializa em vines com efeitos especiais e o que parece ilusionismo.

Se quiseres podes também ver uma compilação, das muitas que existem com alguns dos vines mais famosos:

http://youtu.be/vOZwZNL58To

5. Tinder

Finalmente, especialmente para quem se sente sozinho nas noites quentes de verão, o Tinder é (ou sejamos realistas, pode ser) a solução. Apesar de não ser a primeira app do seu género (de todo!), isto é, virada para o mundo do online dating, o Tinder tem algo que o torna divertido e quase viciante de utilizar.

O quê?” – perguntas tu jovem inquisitivo? Em toda a sinceridade: a frivolidade com que podes fazer o swiping (arrastar) os “cartões” das pessoas que estão perto de ti e que também andam à procura de companhia. Na verdade, com o limite de caracteres que é imposto na descrição que podes fazer de ti mesmo, só o facto de escolheres uma muito boa foto de perfil pode fazer com que não sejas swiped.tinder

Uma das coisas que também torna esta app tão apetecível é de facto a sua relativa segurança: ao contrário de muitas apps e websites de online dating em que qualquer pessoa pode enviar mensagens para ti (creeps incluídos!), no Tinder apenas quando os dois passarinhos solitários decidem fazer um swipe para a direita é que será possível trocarem mensagens.

Portanto, jovem, se te sentes sozinha/o e estás na boa em seres superficialmente objectificada/o por desconhecidos numa app que um dia se poderão tornar teus futuros dates, então força, swipa para aí com toda a gana. Porque ser anti-social não é fácil e evitar contacto visual com estranhos (ou conhecidos, depende do teu nível de transformação para ermita), às vezes, pode ser uma tarefa difícil. Se sentires que é demais para ti, pousa o smartphone e fala com seres humanos reais… ou não, tu decides! Viva a liberdade de escolha!

Para a semana há mais do teu The Internet of Things, por isso “não percas o próximo episódio, porque nós também não!”  #memories