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Arrow: a seriedade escondida pela máscara

Não estamos já fartos de filmes sobre super-heróis? Da previsibilidade extrema dos finais, das cenas slow motion que servem como condutores de suspense ou da troca de carácter das personagens por avançadas cenas de pancada e explosões? A DC fugiu a essa listagem de clichés com a trilogia do Batman, a Marvel consegue esconder alguns defeitos com a brilhante ideia de um universo cinematográfico e, na televisão, parece que o trabalho consegue ser feito mais devagar e com uma eficácia invejável. Falemos de Arrow.

A história é simples, não tem mensagens escondidas nem pretende que o púbico perca tempo a rever cenas ou a pensar em diferentes teorias. São as aventuras de um herói que, em consequência de um grande trauma, muda por completo a sua vida e começa a proteger a cidade onde vive, não dando descanso a qualquer tipo de atividade criminal.

Lendo isto de forma rápida, até o leitor mais atento apelidaria Arrow como sendo uma série banal, perto do aborrecido e bastante previsível. Porém, acredito que até os mais céticos deveriam dar uma chance àquela que provavelmente é a melhor transição “banda desenhada para televisão” da década.

O meu trabalho é pegar neste texto, mostrá-lo a esses céticos e fazer com que se sentem por 40 e poucos minutos, apenas para que no fim me digam: “tinhas razão, está aqui um programa que cumpre com excelência tudo aquilo a que se compromete”. Lê aqui aquelas que, na minha opinião, são as qualidades de destaque de Arrow.

  • Oliver Queen, o anti-herói

Analisando de forma superficial, a escolha de Stephen Amell como protagonista parece ser apenas mais um caso de casting de uma cara bonita para atrair a atenção do público feminino. Porém, após assistir à série, percebe-se que Stephen dá a Oliver uma carga emocional mais pesada do que o esperado e é um grande fator na criação do tão apelativo lado negro que Arrow tem apresentado nas primeiras duas temporadas.

Se durante o primeiro ano da série tínhamos como protagonista um anti-herói que matava várias vezes por episódio, o segundo ano trouxe um Oliver em conflito com ele próprio e com os métodos de justiça que aplicava enquanto vigilante. Uma transformação que se mostrou tanto natural como interessante.

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  • Sequências de ação

Numa série em que o tema é um vigilante que defende a sua cidade daqueles que a tornam perigosa, cenas envolvendo lutas são algo obrigatório. Movimentos coordenados como uma dança, atores sincronizados na perfeição com os seus duplos e cenários visualmente adequados é algo que Arrow nos apresenta sempre que se percebe que falar não é a melhor solução.

http://youtu.be/ALWZMF_sru0

  • Felicity Smoak

Da mesma forma que Suits tem Donna e que Criminal Minds tem Garcia, Arrow tem Felicity Smoak. É a fiel e sexy companheira, a incrível mestre da informática, a voz  que guia Oliver durante as missões e que, com um passar de mãos pelo teclado de uma computador, consegue descobrir praticamente qualquer coisa.

Se o ambiente começa a ficar pesado e os obstáculos parecem demasiado difíceis, Felicity arranja sempre uma piada ou umas simples palavras de apoio, ferramentas simples que já tantas vezes foram a chave para uma vitória. Com competências destas, Felicity tornou-se numa parte indispensável da Team Arrow e provou que, no meio de tantos super-heróis e assassinos, consegue ser uma força a ter em consideração.

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[SPOILER ALERT]

Tanto este ponto como o próximo contêm alguns spoilers sobre acontecimentos de Arrow. Não é nada de especial mas, caso queiras ver os episódios sem qualquer tipo informação privilegiada, não leias mais. Parto também do princípio que os pontos anteriores tenham sido suficientes para já estares à procura da melhor maneira de veres esta série.

  • Final da 2ª temporada

Foi o evento para o qual a série nos estava a preparar (talvez sem saber) desde a primeira temporada. O choque entre o passado e o presente de Oliver, a “vida na ilha” contra a “vida real”, a luta entre duas pessoas que foram outrora irmãos. Ao longo de inúmeros episódios Slade preparou a sua vingança pela morte de Shado, o que levou a uma season finale mais caótica do que quando Malcolm Merlyn tentou destruir parte da cidade com uma máquina de terramotos!

Além de ter toda a Team Arrow envolvida, foi necessária ainda a ajuda da Liga dos Assassinos para derrotar o exército de Slade. Claro que a luta final foi um mano a mano entre Oliver e o seu antigo amigo. Este confronto pôs fim à jornada que o Arqueiro percorreu durante toda a segunda temporada: assassino ou herói?

 http://youtu.be/u2p51oankaQ

  • Trailer na Comic-Con 2014

Depois da Comic-Con em San Diego, são altas as expectativas para a terceira temporada de Arrow. Grande parte dessas expectativas devem-se ao trailer divulgado durante o painel de apresentação com alguns membros do elenco. Os primeiros minutos fazem-nos uma pequena retrospetiva dos acontecimentos das duas primeiras temporadas (daí o spoiler), enquanto que as cenas inéditas trazem referências ao novo trabalho de Roy como sidekick do Arqueiro, as mudanças na dinâmica da Team Arrow agora que Diggle vai ser pai e o tão esperado encontro romântico entre Oliver e Felicity.

Muitas novidades que te vão deixar desejoso de acompanhar as futuras aventuras dos protetores de Starling City. Afinal, Arrow não nos falhou!

http://youtu.be/iN_vp8z3s2I

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