Na última semana de setembro chega ao Centro Cultural de Belém a conceituada peça Gata em Telhado de Zinco Quente, da autoria do dramaturgo norte americano, numa encenação de Jorge Silva Melo

Co-produção com os Artistas Unidos e o Teatro Viriato, contando ainda com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo, Gata em Telhado de Zinco Quente é uma das peças mais famosas de Tennessee Williams, juntamente com Um Eléctrico Chamado Desejo (encenada por Diogo Infante em 2010 para o Teatro Nacional D. Maria II), e é aquela que o autor considerou a sua preferida entre todas as que escreveu.

Vencedora do Prémio Pulitzer em 1955, este drama foi alvo de uma adaptação para o cinema em 1958, realizada por Richard Brooks e protagonizada por Elizabeth Taylor e Paul Newman (ambos nomeados ao Oscar pelos seus papéis). Apesar da grande memória que deixou o filme, o encenador Jorge Silva Melo acredita que ainda vale a pena revisitar a história trágica de Williams no seu formato original: “Será possível devolver ao teatro aquilo que aparentemente o cinema fixou para sempre? Será possível voltar a fazer estas peças sem as cores esplendorosas de Hollywood? Será possível ver outra vez Maggie, a Gata como uma aventureira que a falta de dinheiro cega? Será possível voltar a pôr no palco estes dilemas, esta ansiedade, esta sofreguidão? Eu aposto que sim. Mas é uma peça de teatro“.

Gata em Telhado de Zinco Quente será levada ao palco numa tradução de Helena Briga Nogueira, e conta com as interpretações de Catarina Wallenstein e Ruben Gomes. Vai estar em cena entre os dias 25 a 30 de setembro no Pequeno Auditório do CCB, e as sessões estão marcadas para as 21 horas, à exceção de dia 28, em que os espectadores poderão ver a adaptação da obra de Tennessee Williams às 16 horas. Os bilhetes variam entre os 5 e os 13,5 euros.