Agora que está concluído o quinto festival Mêda+, e enquanto a memória ainda está fresca, vale a pena recordar uma lista de momentos que fizeram desta quinta edição um fim-de-semana memorável para todos os que estiveram ali presentes.

Se a recepção ao campista na quarta-feira (realizada no bar O Clube) dava a sensação que esta seria uma edição com recorde de público, no recinto tiraram-se todas as dúvidas, com a organização a apontar para cerca de 3.000 pessoas por dia, número fantástico para o Mêda+, que viu o parque de campismo a abarrotar durante os três dias de festival. Houve momentos fantásticos que partilhamos, até para que quem não esteve veja o que perdeu. A ordem da lista que se segue é completamente aleatória.

1. Throes+ The Shine

Foram os cabeças-de-cartaz do primeiro dia, e para quem não conhecia a banda, havia o receio de que não contagiassem os presentes, até porque não estavam tantos como nos outros dias, por ser quinta-feira. Mas deram um festão, com o alto patrocínio do seu estilo de rockuduro (a mistura de rock e kuduro), com os êxitos Hoje é Festa e Batida a constarem no cardápio, que contou ainda com a subida ao palco do público, como já é habitual. Quem esteve neste dia, não saiu de lá desiludido. De certeza.

2. Piscina Municipal

Não é só de música que se faz um festival, e como já tínhamos avisado no artigo Mêda+: 10 razões e um Interior a descobrir, as piscinas municipais são um dos spots mais porreiros da cidade. Com o calor que se fez sentir durante os dias do festival, o melhor que se podia fazer era estar dentro de água, com direito a música ambiente (da boa).

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3. The Quartet of Woah!

Sim, não eram os cabeças-de-cartaz do segundo dia, esse lugar ficou para os Capitão Fausto, que estiveram mais psicadélicos e aparentemente “demasiado alegres“, mas mereceram o prémio de concerto da noite. Apesar de não estarem a interagir particularmente com o público, como costumam fazer, provaram o porquê de serem uma das melhores bandas rock que andam pela estrada. Para ver e rever em ocasiões futuras, até porque estão para lançar material novo.

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4. Linda Martini

Soube a pouco para quem já os viu ao vivo. Embora tenha sido um concerto rápido, aquele que é provavelmente o maior nome que já passou pelo Mêda+ não falhou e a banda de Hélio Morais e companhia tocou as músicas que todos queriam (se calhar, a ausência do Amor Combate terá sido a mais notada).

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5. Anarchicks

Que concertão. A alegria foi contagiante e conseguiram cativar toda a gente! A No Restraining Order pode ser aquela que já ouvimos na rádio, mas qualquer uma das músicas do alinhamento multiplicou o seu valor em palco. Em plena comunhão com o público, deram tudo o que puderam. E quem dá tudo o que tem, a mais não é obrigado. O terceiro dia acabou por ser, porventura, o melhor do festival.

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Extra os 5 motivos, outra das coisas que também já tínhamos enumerado e que correspondeu em pleno ao esperado. O ambiente de festa que se fez sentir no Mêda+ também se verificou entre os campistas que lá estavam. Alguns ingleses, franceses e até uma italiana internacionalizaram um parque que contava com muita gente de várias partes do país. O facto deste campismo de luxo, e com água quente, ser de acesso gratuito foi um atrativo presente na hora de ponderar vir à Mêda. Felizmente já faltam menos de 365 dias para o próximo. E ir é sempre motivo para voltar.

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