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O MotelX está de volta… e os sustos também!

A noite da passada terça feira ficou marcada pela conferência de imprensa do MotelX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa, onde se apresentaram muitos dos regressos e novidades que irão marcar a oitava edição do festival, a decorrer entre 10 e 14 de setembro.

A organização do MotelX apresentou, para além do logótipo (uma espécie de “homenagem” a Diogo Alves, o mítico assassino do Aqueduto das Águas Livres) e dos spots publicitários elaborados para a promoção do certame (sendo que um deles foi produzido pela Mini, um patrocinador que irá desenvolver várias iniciativas dentro e fora do festival), a seleção de filmes que marcará presença em todas as secções já habituais do festival.

Em 2014, o MotelX associa-se às comemorações do 90.º aniversário do Teatro Tivoli BBVA. A emblemática sala de espetáculos começou por ser um cinema, e por lá foram exibidos alguns dos grandes títulos do terror, e o festival pretenderá trazer, assim, o cinema de volta ao Tivoli.

Esta oitava edição terá um grande número de apostas lúdicas, para todos os gostos e faixas etárias, repetindo sucessos de anos anteriores. Voltam as  masterclasses, os workshops e a sessão de cinema ao ar livre, em frente ao Teatro Nacional de São Carlos algum tempo antes do início do festival (em 2013 foi grande a adesão à sessão de Poltergeist – O Fenómeno, de Tobe Hooper), e ao longo dos próximos dias, serão divulgadas mais novidades sobre estas atividades. Irão decorrer também as habituais festas de abertura e encerramento do festival.

Regressa o prémio de Melhor Curta de Terror Portuguesa, que este ano conta com um júri composto por Gonçalo Waddington, Luísa Sequeira e Julien Maury (realizador que tem um dos seus filmes presentes na secção Serviço de Quarto, Among the Living) que avaliará um conjunto de 13 curtas selecionadas (um número que tem todo o significado para este evento e para a simbologia que representa).

Em relação ao convidado de honra desta edição, a organização está ainda em negociações e não pode, para já, avançar com o nome que estará presente no MotelX. Recorde-se que no ano passado o festival recebeu o realizador Tobe Hooper, e nos anos anteriores já passaram por cá artistas de culto do Cinema de Terror, como Dario Argento, George A. Romero e Eli Roth.

De destacar ainda outros filmes que poderão ser vistos nesta oitava edição: na secção Serviço de Quarto há a comédia negra Life After Beth (de Jeff Baena, aclamada no último Festival de Sundance), Open Windows (uma espécie de recriação do clássico Janela Indiscreta de Alfred Hitchcock, protagonizada por Elijah Wood e realizada por Nacho Vigalondo) e aquela que é a estreia mais aguardada, The Raid 2 (a sequela do filme violento e brutal de Gareth Evans).

A secção Quarto Perdido, que tenta recuperar o pouco que se fez de Cinema de terror em Portugal, centra-se este ano na Literatura Negra e em dois filmes que adaptam contos da Antologia do Conto Fantástico Português. Um deles é O Cerro dos Enforcados, de Fernando Garcia, adaptado de O Defunto, história de Eça de Queirós. Realizado em 1954, a obra foi um enorme fracasso e é uma peça de Cinema completamente desconhecida do público português. O outro é Os Canibais, um dos filmes mais celebrados de Manoel de Oliveira, que tem por base o conto homónimo de Álvaro do Carvalhal.

Por fim, a secção Lobo Mau, dedicada aos mais novos, decidiu este ano redescobrir o lado negro de três dos filmes mais populares da Disney, que serão exibidos no Palácio Foz. São as três primeiras longas metragens do estúdio, que encantaram e, ao mesmo tempo, aterrorizaram gerações: Branca de Neve e os Sete Anões, Fantasia e Pinóquio.

Com todas estas novidades (e mais algumas que estão ainda por revelar), o MotelX promete regressar em força à capital, trazendo o melhor do Cinema de terror da atualidade e revisitando alguns clássicos famosos e obscuros do género.

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