Podemos ser curtos e dizer que os D’Alva têm aquele que será um dos álbuns do ano, mas seria redutor ficar apenas por estas palavras quando o #batequebate se apresenta com um pop dançável e contagiante que nos deixa tão eufóricos como o regresso do sol e do verão.

Mais uma banda lançada com a curadoria da NOS Discos (ou para os mais saudosistas, a Optimus Discos), os D’Alva apresentam-se ao público com #batequebate, que será um dos álbuns mais ouvidos este verão (e nas outras estações também). Embora tenha sido lançado em maio, com várias críticas positivas, é necessário reforçar esta ideia de um duo que vai contagiar de norte a sul nos próximos tempos com a promessa garantida de festão.

A banda liderada por Alex D’Alva Teixeira, que entretanto já apresentou no NOS Alive a razão de tanto buzz à volta deste álbum, tem no Frescobol o pontapé de saída que permite contagiar a alegria para o resto do disco que conta com a colaboração inteligente de Capicua em Barulho II, que permite a presença do hip-hop português (do bom) no álbum, e também uns laivos de punk.

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Transportados pela alegria de Não Estou a Competir, L.L.S. (ou seja, Livre, leve e solto), ficamos contagiados pela simplicidade das suas letra e música. “Eu danço/Tu danças/Danças sobre nós“, é daqueles refrões que ficam na cabeça. Notam-se as influências de outros estilos, provenientes, por exemplo, do Brasil, no sambante $egredo, que como foi comprovado ao vivo, funciona muito bem para levantar o pezinho.

Lugar Estranho e Aquele Momento são assumidamente pop. Existem algumas referências a artistas como Prince, o que permite deduzir que Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro conseguem encontrar referências musicais tanto nos anos 80 como no presente, o que torna este álbum intergeracional. Não há como não gostar de #batequebate.

https://www.youtube.com/watch?v=Un6z0aMsxuU

Já no fim do álbum, Homologação, Só Porque Sim, Primavera são um contraste com o resto do álbum, na medida em que são três faixas mais melancólicas. Pode-se pensar que não se enquadra, mas faz todo o sentido já que é um álbum completo, com uma perspectiva actual. De início ao fim do #batequebate nota-se a presença de um lado digital, um lado mais “tumblresco“, se podemos adjetivar assim.

Estes D’Alva são um caso sério para acompanhar nos próximos tempos. São mais um bom reforço numa seleção jovem e talentosa de músicos portugueses. Se a de futebol estivesse à altura da dos músicos, decerto que não ficaríamos pela fase de grupos no Campeonato do Mundo.

Classificação: 8/10