Já não é de todo uma novidade o facto da Rádio Comercial liderar as audiências em Portugal. Desde 2012 que a principal estação do grupo Media Capital ultrapassou a sua concorrente direta, a RFM, não só no valor de audiência acumulada de véspera (A.A.V.), mas também no respeitante ao share e ao reach semanal.

Os resultados hoje divulgados no terceiro Bareme Rádio da Marktest, referente aos meses de maio e junho vêm confirmar o afastamento cada vez maior entre as duas rádios mais ouvidas no país no que aos resultados diz respeito. Mas a batalha das percentagens mantém-se acesa não só ao longo da “tabela” das estações de rádio como também no que aos grupos de comunicação diz respeito. Já lá iremos.

Relativamente à A.A.V., isto é, o número de ouvintes que escutaram uma determinada estação durante um dia sem definição temporal, a Rádio Comercial segue em primeiro lugar no Bareme Rádio com 16,1 por cento, menos uma décima comparativamente com a segunda vaga da Marktest. A RFM não teve uma prestação nada positiva nesta vaga e foi mesmo a estação que mais perdeu: sete décimas face a março e abril. A rádio das grandes músicas tem agora 13,7 por cento de A.A.V.

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Apesar da dinâmica do programa da manhã e dos passatempos, a RFM mantém-se atrás da concorrência.

As rádios dos êxitos do século passado não tiveram motivos para sorrir neste apanhado dos meses que antecedem o verão. Renascença e M80 perderam em A.A.V., share e reach, ainda que os valores tenham sido pouco significativos. A emissora católica alcançou 6.7 por cento e a estação dos êxitos dos anos 70, 80 e 90 4,2 por cento de audiência acumulada de véspera, respetivamente. Ainda assim, cada uma “festeja” à sua maneira. A Renascença assume-se como líder das estações do segmento. A M80… também. Mas com uma diferença no discurso: é a rádio mais ouvida de cobertura não nacional para o Target a que se dirige.

O público mais jovem tende a inclinar-se para a Cidade – que perdeu o “FM” há menos de um mês e reposicionou-se no mercado – a Mega Hits e a Antena 3. Os dois últimos meses trouxeram boas notícias para as duas primeiras, já que subiram em todos os parâmetros do Bareme Rádio. A Cidade aumentou a sua A.A.V. de 3,4 para 3,8 por cento. Já a Mega Hits, por seu turno, quedou-se pelos 3,2 quando na vaga anterior tinha 3 por cento de A.A.V. A Antena 3 voltou a não atrair os jovens e caiu nos resultados, tendo agora 2 por cento de audiência.

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No ar desde o final de Junho, a Cidade voltou às origens, ainda que apenas no nome.

Já as rádios informativas vivem muito dos momentos pelos quais o país atravessa. Há um ano atrás, quando o Governo quase caiu, TSF e Antena 1 bateram recordes de audiências. Porém, até à data da terceira vaga do Bareme Rádio de 2014, efetivamente mais calma a nível da atualidade informativa, tanto a rádio pública como a estação da Controlinveste perderam audiências. Ainda assim o auditório continua a preferir a informação da Antena 1, que ficou com 5,7 por cento de audiência acumulada de véspera, menos duas décimas do que há dois meses atrás. A TSF perdeu uma décima mas está mais para trás com 3,9 por cento de A.A.V.

Destaques ainda para as rádios Smooth FM e Sim, da Media Capital e da R/Com, respetivamente. Ambas subiram nas preferências dos ouvintes portugueses. A Rádio Sim passou de 1,3 para 1,6 e a Smooth FM de 0,7 para 0,8 por cento de A.A.V.

Quanto aos grupos a R/Com foi em tempos rainha e senhora da lista com resultados volumosos. Porém, Bareme após Bareme, tem vindo a perder terreno para a Media Capital. A diferença entre ambas é agora de cerca de um ponto percentual: A R/Com lidera com 23,9 seguida de perto pela Media Capital com 22,8 por cento de audiência acumulada de véspera. Mais atrás segue a RTP com 7,9 e a fechar o pelotão está a Controlinveste com 3,6 por cento. Estes resultados têm significado sobretudo para os anunciantes que optam assim por fazer-se ouvir nos canais mais escutados por todo o país.