Thomas Erdelyi, mais conhecido por Tommy Ramone, faleceu esta sexta-feira, vítima de cancro nas vias biliares, aos 65 anos. O baterista e produtor da banda punk-rock norte-americana Ramones era o último membro fundador ainda vivo.

Nascido Erdélyi Tamás em 1949, em Budapeste, Hungria, Tommy era descendente de famílias judias que tinham sobrevivido ao holocausto na Europa. Os seus pais emigraram para os Estados Unidos da América quando ele tinha apenas 4 anos.

Enquanto frequentava o ensino secundário formou uma banda de garagem chamada Tangerine Puppets, com mais três colegas de escola, incluindo o guitarrista John Cummings, que mais tarde seria conhecido como Johnny Ramone.

Quando os Ramones se formaram, em 1974, no distrito de Queens, Nova  Iorque, Tommy começou por ser apenas seu agente. Dee Dee tocava baixo e cantava, Joey era o baterista e Johnny era responsável pela guitarra. No entanto, Dee Dee percebeu que não conseguia desempenhar as duas tarefas simultaneamente, pelo que Joey passou a ser o vocalista, deixando o cargo de baterista para Tommy.

Tommy Ramone deixou a banda em 1978, devido ao desgaste de estar constantemente em tour. Continuou envolvido como produtor em mais alguns álbuns da formação, mas a posição de baterista foi assumida por Marky Ramone.

Apesar de nunca terem alcançado o sucesso comercial de outras famosas bandas da altura, os Ramones foram provavelmente a maior influência que o punk-rock alguma vez conheceu, tanto nos EUA como no Reino Unido. Em 1996, depois de um tour com o festival de música Lollapalooza, deram um concerto de despedida e separaram-se.

Agora, menos de 20 anos depois do seu fim, todos os elementos fundadores da banda faleceram. Os Ramones desapareceram, mas a revolução musical e cultural que protagonizaram irá perdurar por muito mais tempo.