Em tempo de Mundial perde-se a conta aos prognósticos de quem deverá alinhar no 11 inicial de cada equipa. Aqui na secção de Cinema do Espalha-Factos também fizemos a nossa dream team, não com os jogadores das seleções, mas com os melhores do universo cinematográfico.

É uma equipa composta por diversos talentos, ora jovens promessas ora veteranos na arte de bem filmar/atuar, e temos a certeza que com este conjunto, a vitória no Mundial seria fácil. As nossas escolhas são:

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Guarda-Redes

Um guarda-redes deve ser ágil, com reflexos precisos e instintivos. Quando se englobam todas estas características num só ator, não existe melhor exemplo do que Jackie Chan. Mostrando vezes sem conta as suas capacidades ímpares no domínio extravagante de adversários, não conseguimos deixar de achar que as capacidades do Drunken Master seriam as ideais para defender a nossa equipa de sonho.

Defesas

Samuel L. Jackson dispensa quaisquer apresentações. O seu estatuto de badass do cinema, que foi ganhando ao longo dos anos com os seus papéis em Pulp Fiction ou, mais recentemente, nos filmes da Marvel onde desempenha Nick Fury, faz dele um dos atores mais temíveis do momento. Seria perfeito para liderar o centro da defesa pois só o seu olhar seria suficiente para assustar até o avançado mais corajoso.

E quem melhor que Tom Hardy para fazer dupla com L. Jackson. Uma besta no sentido literal da palavra, o britânico é, não obstante, um versátil camaleão no jogo da representação. Mudando o palco dos seus talentos, seria de esperar que a sua virilidade e temperamento  ajudassem a manter a baliza da sua equipa inviolável: ao contrário das pernas dos seus adversários.

Nas laterais as nossas escolhas recaíram sobre dois realizadores que recusam ir ao encontro do mainstream, decidindo jogar sempre nas laterais, mas que saem sempre vencedores. Primeiro temos Alejandro González Iñárritu, um dos realizadores mexicanos mais influentes da última década, cuja filmografia contém obras como Amor Cão ou 21 Gramas. São obras fortes, tanto a nível visual como psicológico, e é força que se exige de um defesa lateral.

Xavier Dolan, por sua vez, é uma das mais jovens promessas do cinema francês. Estreou-se em 2009, com apenas 20 anos, como realizador e, desde aí, nunca mais parou. É presença frequente no Festival de Cannes e, embora tenha apenas 25 anos, revela já uma enorme maturidade e sabedoria. Mostra enorme polivalência e, para transições rápidas defesa-ataque, a sua facilidade em adaptar-se a diversas situações é uma grande vantagem.

Médios

No meio campo pede-se criatividade. E é isso que Quentin Tarantino pode trazer. Corajoso, atrevido e irreverente, pode destroçar uma defesa inteira e cruzar para o golo com facilidade. Pode adaptar-se a qualquer estilo de jogo e o resultado é sempre positivo, não estando no entanto livre de uma ou outra polémica. Mas, visto já ter filmado três dos titulares, não deverá ter problemas em integrar-se na equipa.

Mas o grande mestre do meio campo é David Lynch, o verdadeiro maestro da equipa. Tem um cérebro capaz de arquitetar jogadas precisas e pormenorizadas e, quando pensamos que já não haverá muito a fazer durante o jogo, ele é capaz de tirar um coelho da cartola numa questão de segundos e desbloquear a situação.

E não haverá melhor médio centro que Tom Cruise. Tanto no cinema como em campo, o ator está sempre no controlo do jogo, mas sem nunca descurar o ataque nem privando outros de uma hipótese de sucesso.

Avançados

No setor atacante reina a classe. Leonardo DiCaprio é o extremo perfeito. É como que um Rei Midas: qualquer filme onde entre, torna-se ouro, e uma equipa onde ele jogue ficará com certeza mais valiosa. Já esteve nomeado diversas vezes para Melhor Ator nos Oscars, mas perdeu sempre para um colega. Poderá não ser o melhor marcador, mas talvez se torne o rei das assistências.

Incisivo, rápido, mordaz e encantadoramente destrutivo quando tem de ser, Dinklage é um extremo de alta qualidade. Desengane-se quem pensa que a sua estatura o pode atrapalhar: basta um olhar atento a alguns dos maiores nomes da história do deporto rei (Romário, Messi, etc…) e percebemos que um tamanho menor pode também significar um caminho mais curto para as balizas adversárias.

Qual seria o melhor ponta de lança para a nossa seleção cinéfila? Brad Pitt, claro. Em todos os projetos em que se envolve, seja como ator ou produtor, Pitt acerta sempre. Assim seria também em campo. E nós queremos é marcar golos, bem certeiros.

Equipa Técnica: André Vieira, Diogo Simão, Fabiana Martins, Inês Moreira Santos e Sebastião Barata.