Rock in Rio, 30 de maio: A idade noutro posto

Ainda na ressaca das emoções provocadas pelo concerto dos Rolling Stones, o Rock in Rio recebeu Blood Orange, Queens of The Stone Age, Linkin Park e a grande estrela da noite, Steve Aoki, que fez do Parque da Bela Vista uma discoteca gigante.
À chegada à Cidade do Rock percebe-se que há bem menos gente que na noite anterior e que há bastantes adolescentes desejosos de ver os nomes maiores do cartaz desta noite: Linkin Park e Steve Aoki. Enquanto isso entretiveram-se a recolher o maior número de brindes possível das 1001 marcas que invadem o espaço do Rock in Rio.
Enquanto isso ouvimos Blood Orange no Palco Vodafone. É um projeto do talentoso Devonté Hynes, que nos brindou com temas do delicioso Cupid Deluxe (2012), um disco cheio de alma soul dos 70s e batidas dos 80s. Em palco surgiu acompanhado de excelentes músicos e muito bem apoiado por duas vozes femininas, mas a plateia, composta por meia dúzia de conhecedores e outros tantos curiosos, estava mais interessada em aproveitar os últimos raios de sol que iam brilhando no topo da colina.
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Entretanto são horas de correr para o Palco Mundo onde os mais novos já guardam lugar para Linkin Park. Mas antes uma das maiores bandas de rock no ativo vem apresentar-nos …Like Clockwork pela segunda vez.
Com um arranque algo morno, e condições de som duvidosas, começaram a tocar ao pôr do sol e foi a partir de My God is The Sun, quinto tema do alinhamento, que tudo começou a ficar perfeito. Podiam não ter perante si uma plateia de fãs incondicionais, mas a verdade é que se sentiram em casa. Josh Homme fez questão de o mostrar, ora elogiando a incrível moldura humana com confissões de amor pungentes, ora dando azo ao humor algo ácido que o carateriza.
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Privilegiando os temas deste último disco, a banda passou por temas de alguma forma já clássicos como Little Sister e No One Knows, entre outros, provando que por muito bons que os discos possam ser – e são -, os americanos são uma daquelas bandas que nasceram para estar ali em cima, e nós aqui em baixo a delirar.

Entretanto o vai e vem no vale da Cidade do Rock aviva-se. Enquanto uns procuram sair da frente de palco outros tentam chegar ao melhor lugar para ver os Linkin Park, repetentes naquelas paragens. Por lá já passaram em 2008 e 2012, mas voltaram a chamar muitas famílias para os ver, com o escalão etário a baixar significativamente se compararmos com o dia 29. Os americanos trazem The Hunting Party, álbum que será editado já no próximo mês de junho, e um espetáculo que se divide em três atos com direito a encore bem ensaiado, claro está, com a presença de Steve Aoki em palco.
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E é precisamente ao americano Steve Aoki que cabe encerrar a noite, com uma festa que mete em palco os excessos todos do período barroco. Misturam-se música eletrónica muito trabalhada, acessários atirados à plateia e inclusivé, imagine-se, bolos. Afinal, diz-se por aqui que bitches love cake.
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O Festival prossegue hoje com um dos concertos mais desejados, o dos Arcade Fire.
Fotografias de André Cardoso

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