Miley Cyrus foi o escândalo do século. E não digo isto com qualquer conotação, boa ou má; simplesmente quero dizer que ela se revelou e chocou meio mundo, e consegue continuar a fazê-lo. 

Miley alcançou a fama com a série “Hannah Montana” da Disney Channel, onde não só se lançou como atriz, mas também iniciou a sua carreira de música. A sua fama foi crescendo e a atriz ganhou uma legião de pequenas fãs, sendo idolatrada por meninas de treze, catorze anos e vivendo para elas até à maioridade.

Quando a atriz acabou o contrato com a Disney, mostrou que não queria ter mais nada (de nada) a ver com a Hannah Montana. Do nada, passou de menina bonita da televisão para um escândalo: um corte de cabelo radical, música e videoclips cada vez mais sexuais, roupas provocantes, enfim, um estilo que servia para chocar. E chocou,  não só as crianças, como os seus pais, e Miley passou a ser praticamente odiada.

Foi um ódio que trouxe frutos, no entanto: desde ter actuações e videoclips que atingem recordes de visualizações (como a actuação com Robin Thicke nos VMA’s em 2013) a  ser falada praticamente todos os dias por um escândalo ou outro e fazer cada vez mais dinheiro.

O estilo adoptado por Miley ajudou muito na formação da sua imagem. Os conjuntos escolhidos por ela diariamente ou na red carpet são constantemente falados – criticados, aliás – pois são, tal como ela, irreverentes, sexuais, chocantes. Podem destoar do comum, por razões que poderiam ser consideradas moralmente incorrectas, mas, na minha opinião, destoam e bem: pois se Miley adoptasse qualquer outro estilo estaria a fugir à sua personalidade enquanto pessoa e artista, e, isso sim, deveria ser alvo de reprovação.