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Autor do mês de maio: Gabriel García Márquez

Mensalmente o Espalha-Factos irá passar a dar destaque um autor. Numa rubrica intitulada “Autor do Mês”, serão publicados durante o mês, artigos relacionados com o escritor escolhido. Neste mês o destaque vai para Gabriel García Márquez.

Gabriel José García Márquez, também denominado por Gabo, nasceu a 6 de março de 1927, na cidade de Aracataca, na Colômbia. O seu pai era o farmacêutico Gabriel Eligio García e a mãe Luisa Santiaga Márquez que, para além do autor, tiveram mais 10 filhos. Devido a este factor foi criado primeiramente pelos avós maternos, o coronel Nicolás Ricardo Márquez Mejía e Tranquilina Iguarán. Ao completar 8 anos o avô morreu e voltou a casa dos pais Barranquilla e onde se encontrava o negócio da família. Apesar da curta convivência com o avô, veterano de guerra, este revelou-se uma forte influência em Márquez, tanto que inspirou certas personagens do seu romance mais conhecido Cem Anos de Solidão.

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” O bolero é a vida.”

Durante a juventude tinha profundos hábitos de leitura que mudaram a sua forma de ver o mundo e a si próprio, sobretudo A Metamorfose do célebre escritor Franz Kafka. No ano de 1847 muda-se para Bogotá para ingressar na universidade em direito e ciências políticas, formação que acaba por abandonar para começar o seu trabalho enquanto jornalista. Trabalhou para o jornal El Universal, para o El Heraldo e também para o El Espectador como crítico.

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“Nunca abandone o barco em alto-mar.”

Vem a casar-se com Mercedes Barcha em 1958 da qual tem dois filhos, Rodrigo e Gonzalo, mudando-se com estes para Nova Iorque para trabalhar como correspondente internacional. Porém a sua cada vez mais notória ligação ao regime cubano e as críticas ao governo norte-americano levam a que este seja perseguido pela CIA, acabando por exilar-se no México.

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“A idade não é o que temos, mas a que sentimos.”

Quando em 1967 lança o já referido Cem Anos de Solidão – livro que retrata a história da família Buendía na cidade de Macondo – este torna-se um êxito da literatura latino-americana e um exemplo único dos povos até então desconhecidos para a maior parte do mundo. É considerado o maior exemplar do estilo a partir de então denominado “Realismo Fantástico“. Todos os romances, novelas e até mesmo obras em jeito de comentário levaram a que ganhasse o prémio máximo na sua área: Nobel da Literatura em 1982. Algumas destas obras tiveram um impacto tão gigantesco que acabaram por ser adaptadas ao cinema por conceituados atores e produtores musicais, como foi o caso de Amor em Tempos de Cólera.

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“Não existe pior desgraça que morrer sozinho.”

Gabriel acabaria por falecer a 17 de abril de 2014 devido a uma pneumonia. O autor já se havia reformado como escritor desde 2009 devido a complicações psiquiátricas.

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