No passado sábado, o Espalha-Factos foi assistir a uma sessão de stand-up comedy, um pouco diferente do habitual. Além dos anfitriões, Nuno Markl e João Troviscal, o público não tinha qualquer conhecimento de quem mais iria subir ao palco. E porquê? Porque estas sessões eram de “microfone aberto”, e qualquer um se podia inscrever.
Se não teve oportunidade (ou vontade) de ir assistir a nenhuma das sessões, nós daremos agora o resumo em primeira mão da noite que encerrou este espetáculo.

Nos sábados do mês de Abril, o Teatro Turim, em Benfica, recebeu serões de stand-up comedy, que tinham como objetivo procurar novos talentos, que ao se voluntariarem para as noites de Open Mic, tentariam arrancar risos à plateia, fosse a contar histórias de vida hilariantes ou a satirizar temas de qualquer tipo, do mais íntimo ao mais banal. Já anteriormente noticiado pelo Espalha-Factos, o evento, segundo os seus criadores, os humoristas Nuno Markl e João Troviscal, foi uma experiência em prol de um projeto que ambos estão a criar, projeto esse, que só deverá subir aos palcos em Setembro. Estamos a falar de Aguenta bandido, que a dupla definiu como algo sobre “filmes de porrada chunga”.

A noite contou com cinco participantes: Nuno Cocharro, Hugo Mendes, Vanny Silva, Fábio Carvalho e Carlos Pereira. Tal como previsto na sinopse do espetáculo, foram contadas histórias de vida – hilariantes claro, ou não estivéssemos a falar de stand-up comedy-, com referências a notícias da atualidade e recriações de obras poéticas pelo meio. Os temas passaram pela religião a situações menos confortáveis passadas em casas de banho públicas. Um dos momentos da noite  que mais gargalhadas arrancaram à audiência, foi protagonizado pela única participante do sexo feminino. Vanessa Silva não precisou de dar conta de relatos de situações caricatas pessoais. De guitarra na mão, a comediante cantou quatro músicas originais, com quatro diferentes temas, que demonstravam a sua clara opinião sobre cada assunto cantado. O público até a acompanhou, e a maioria de certeza que ainda hoje trauteia os refrões das canções.

Nuno Markl e João Troviscal também tiveram o seu momento em palco, no entanto, a naturalidade e simplicidade do primeiro tiveram um melhor destaque do que a escolha dos temas de Troviscal, que apesar de serem razoavelmente interessantes, não captaram tanta atenção do público.

Os anfitriões puseram fim ao espetáculo, falando mais uma vez sobre o seu novo projeto e agradecendo aos participantes e a toda a equipa que fez parte das open-mic nights.

Foi, sem dúvida alguma, um “fartote”!