Cláudia Casal é uma psicóloga que acabou por encontrar as suas verdadeiras paixões na fotografia e no design gráfico, dando à luz um site, um blogue e duas marcas, tudo criado com muita dedicação.

O Hello Twiggs disponibiliza serviços fotográficos desde reportagens de casamentos e outros eventos a sessões com a família, com as amigas, com a cara-metade ou com o novo rebento. A Place for Twiggs é um lifestyle journal encantador, com travel guides por Lisboa e outros sítios bem bonitos, com sneak peeks do lar doce lar da autora (que é digno de figurar nos catálogos da IKEA) e outros mimos inspiradores. Mas há muito mais e o Espalha-Factos teve o prazer de descobrir tudo à conversa com Cláudia Casal.

Espalha Factos: Quem é a Cláudia Casal? Habilitações literárias e percurso profissional?

Cláudia Casal: (…) Obrigada pelo seu convite e interesse no meu trabalho! A Cláudia Casal é uma jovem (qualquer dia deixo de o poder dizer, portanto vou aproveitando sempre que posso) que nunca soube bem o que queria ser na vida. A única coisa para a qual sempre tive jeito na vida foi para aprender línguas, pelo que não sabia bem o que fazer com isso. Entretanto acabei por me licenciar em Psicologia Organizacional e entre várias experiências de trabalho que fui tendo desde a faculdade, a mais representativa foi em ambiente de grande exigência, numa multinacional em Consultoria de Recursos Humanos. O ambiente de Consultoria ensinou-me imenso, deu-me e tirou-me bastante, e fez-me crescer. Crescer também para saber que não era aquilo que queria fazer da vida e por isso mudei. Mudei, tropecei e quando fiquei desempregada, vi neste obstáculo uma oportunidade para desenvolver um sonho que se começara a formar entretanto – a Fotografia. Atualmente o que faço profissionalmente – Fotografia e Design Gráfico, faço-o graças a um enorme esforço em trabalhar arduamente e a aprender tudo o que fosse necessário, para ser melhor a cada dia que passa. E sou feliz! Sou freelancer e trabalho em casa em Lisboa.

EF: Quando surgiu a ideia de criar o blogue A Place for Twiggs? Qual o conceito original? Porquê e qual o balanço até agora?

CC: A ideia surgiu por me sentir precisamente perdida e à procura de um lugar para mim (eu sou a Twiggs) no mundo. Queria um sítio para escrever, para colocar as minhas fotografias que ia tirando por Lisboa, algo que me relaxava imenso na altura e um prazer que estava a descobrir. Ainda me lembro da excitação que sentia ao sair de casa sozinha com a minha máquina fotográfica e explorar Lisboa durante horas, como se fosse a primeira vez. E o balanço é muito positivo, por vários motivos. Desde as pessoas que se cruzaram no meu caminho através do blog, aos amigos que fiz pelo blog, às oportunidades que surgiram por causa do blog, aos clientes que conquistei por causa do blog. Mas o A Place for Twiggs não foi sempre o mesmo, nem será. Por muito que às vezes lute contra isso, a verdade é que é uma parte importante na minha vida, mas deixou de ser a parte central. Agora acompanha-me da forma que eu própria vou sendo capaz, seja para partilhar ideias, sítios e lugares, aqui e acolá, ou trabalho desenvolvido na Fotografia. O mais curioso e que não deixa de me surpreender, é que as pessoas sentem que me conhecem, que me ouvem, ao ler o blog. E é exatamente isso que eu quero que sintam!

EF: Como nasceu a Menina Lisboa?

CC: A Menina Lisboa nasceu de uma necessidade. Comecei a desenvolver competências em Fotografia com o intuito de trabalhar nessa área. Mas por necessidade desenvolvi competências de design gráfico, afinal o dinheiro não estica e alguém tinha de fazer o meu logo e tudo o que tivesse a ver com a minha marca. Tinha de ser eu, claro está! E entretanto, as pessoas terão gostado do que ia fazendo com certeza, porque começaram a pedir que o fizesse também para elas. Uma coisa puxou a outra e eu comecei também a criar alguns designs próprios, misturar padrões, cores… e ia aprendendo com isso, desenvolvia também o meu gosto gráfico. Entretanto a Fotografia, sob a marca Hello Twiggs, dava-me cada vez mais trabalho e deixou de fazer sentido misturar as duas áreas sob um mesmo nome. Por isso no final de 2013 procurei pensar num nome que tivesse a ver comigo e que pudesse ser a marca por trás desta segunda área de trabalho. Queria que fosse em Português, e sendo eu uma apaixonada por Lisboa e sendo “Lisboa Menina e Moça” um verso sobejamente conhecido, lembrei-me de Menina Lisboa. E assim ficou!

 EF: Que gamas de produtos existem? Pretende criar mais ou aparecerá tudo à medida que a inspiração também aparece?

CC: Atualmente tenho posters para quartos de criança, sala… o que for necessário, cadernos e almofadas, além de desenvolver projectos de Design Gráfico. Esta é uma área que vai desenvolvendo ao gosto da inspiração, sem qualquer pressão. Por isso, quem sabe o que poderá surgir mais? Ainda assim, e mais focado no Mercado Internacional, nomeadamente EUA, sou representada por algumas marcas que produzem vários produtos com o meu trabalho, como edredões, almofadas, tapetes, relógios, caixas, malas, cortinas, mantas, letras para decoração, etc.

EF: Qual é o preço mínimo e o máximo dos produtos? É para todas as carteiras?

CC: Depende do que se pretende. Não creio que seja para todas as carteiras, mas não creio que seja apenas para carteiras de enorme recheio. No que diz respeito ao que eu produzo e vendo diretamente aos clientes, será para aqueles que valorizam ter peças diferentes, pensadas e criadas por alguém que eles “conhecem”, por alguém que é local e que vive da sua arte. Gosto de pensar que os meus clientes compram o meu trabalho por se identificarem com as cores, as palavras, os padrões, e por sentirem que estão a apoiar alguém independente. Um caderno poderá custar 5€ e uma almofada 27€, enfim, há sempre algo mimoso a precisar de ser levado para outras casas!

EF: Além desta loja online, há algum espaço físico onde se vendam os produtos da marca?

CC: Não, neste momento apenas online. Não que não sonhe com um dia em que possa ter um atelier em que a Menina Lisboa e a Hello Twiggs possam estar de mãos dadas, mas por outro lado, adoro trabalhar em casa e não sinto necessidade de dar esse passo. Além de que o meu cão não sabe estar sem mim! Mas um dia talvez, porque não?