Foi esta segunda-feira que morreu, aos 86 anos, Carlos Calvet. Além de pintor, fotógrafo e arquiteto, Calvet marcou a arte contemporânea portuguesa, tornando-se num marco do surrealismo nacional.

Formado na Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa e do Porto, Calvet integrou o grupo Os Surrealistas, ao lado de artistas como Mário Cesariny, Artur do Cruzeiro Seixas e Isabel António Maria Lisboa. De exposições nacionais a internacionais, Calvet tornou-se, logo desde a década de 40, um conceituado artista da arte surrealista nacional.

Carlos Cabral Nunes, diretor da Perve Galeria – onde estão expostas algumas das suas obras-, afirma que o artista “vai fazer muita falta, é uma pena que esta geração esteja a desaparecer toda sem que o país tenha feito o devido tributo a estas pessoas”, cita o Público. Conclui, dizendo que a obra de Calvet “continuará a ser mostrada e lembrada”.

Além da sua relevância na pintura, foi autor dos únicos filmes portugueses surrealistas, como Momentos na Vida de Um Poeta, uma curta-metragem de fição surrealista de 1964. Na fotografia, teve uma passagem breve, no entanto digna de ser exposta na coleção do Museu do Chiado, ao lado de nomes como Fernando Lemos, Gérard Castello-Lopes, Vítor Palla, Carlos Afonso Dias e Sena da Silva.

Segundo a Lusa, o funeral deverá realizar-se na quarta-feira.