Este ano assinalam-se 50 anos do poema Grândola, Vila Morena e, para assinalar aquele que é considerado o hino da Revolução dos Cravos, a Porto Editora lançou ontem o livro Zeca Afonso – Livra-te do Medo, do escritor José A. Salvador. A obra vai ser apresentada em três cidades durante este mês: em Lisboa no dia 22, no Porto a 26 (no âmbito da XXVI edição do Porto de Encontro), e em Viana do Castelo no dia 30 de abril.

O lançamento é também marcado pela comemoração dos 40 anos do fim da ditadura que vigorava em maio de 1964, data em que o aclamado José Afonso cantou Sociedade Fraternidade Operária Grandolense, acontecimento esse que mudaria por completo a sua vida e sobretudo tornar-se-ia no início de um marco para uma nação: a inspiração para um poema que viria a dedicar à cidade alentejana de Grândola. Este, depois de musicado e cantado, tornou-se o exemplo de um povo oprimido e uma das senhas que, na madrugada de 25 de abril de 74, deitaria por terra 48 anos de opressão.

O lançamento da biografia decorrerá no dia 22 de abril, pelas 18:30, no Centro Mário Dionísio – Casa da Achada, em Lisboa, e contará com a participação do Coro da Achada.  No dia 26, no âmbito da XXVI edição do Porto de Encontro, José A. Salvador apresentará a sua obra na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, pelas 15:30, juntamente com Adelino Gomes, autor do prefácio. Na semana que se segue, a 30 de abril, às 18:00, será apresentado em Viana do Castelo, no Salão Nobre do Sport Clube Vianense.

José A. Salvador nasceu em Espinho em 1947. Frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, período em que conheceu José Afonso e integrou a Direção-Geral da Associação Académica de Coimbra durante a crise estudantil de 1969. É jornalista desde essa data, ao iniciar a sua atividade profissional n’ O Comércio do Porto. Integrou posteriormente várias redações de jornais, entre os quais o Diário de Lisboa, o República e o Diário Popular. Em 1992, foi um dos fundadores do primeiro canal independente (SIC), onde durante dois anos programou a informação. Desenvolveu posteriormente a cobertura jornalística de temas culturais até o ano de 2002.