Francis Dale, alter ego de Diogo Ribeiro, define-se pelo soul alternativo de um Jeff Buckley misturado com Marvin Gaye, projetado em camadas de guitarra, com reverberações assentes em batidas minimalistas que invocam uma introspeção. Lost in Infinite é o seu primeiro EP. Espalha-Factos quis saber um pouco mais acerca do artista português. Lê, aqui, a entrevista. 
EF: Conta-nos quem és, de onde vens e quais foram os teus primeiros passos no mundo da música.
FD: Sou um compositor e produtor lisboeta. Os meus primeiros passos estão demasiado distantes para me lembrar com definição. Mas envolviam uma guitarra. O começo foi decerto assim. Com acordes. Harmonia.
 
EF: Como surgiu a escolha do teu nome artístico?
FD: A escolha deste nome foi uma necessidade. Uma forma de poder compor e atuar através de uma película de sentimento a que gosto de agregar o nome Francis Dale.
EF: Como foi o processo de composição e gravação deste primeiro EP?
FD: A composição e gravação deste EP resultam de um processo introspetivo e recluso no qual pretendi dissecar as temáticas que me suscitavam interesse e angústia, nomeadamente a finitude daquilo que somos. Pretendia criar uma analogia entre o perpétuo e o efémero, entre o acessório e o indispensável. Daí o título Lost In Finite. Esta dicotomia que permite que a arte, em especial a música, possa persistir muito para além da matéria é fascinante. A razão de ser um EP meramente digital nasce disso. Queria que as músicas subsistissem como são. Intangíveis.
 
EF: O que se pode esperar de seguida e onde gostarias de chegar na tua carreira musical?
FD: Neste momento existem planos para um próximo EP mas ainda não posso desvendar muito. Quanto a metas para a minha carreira prefiro não as quantificar. A única coisa que pretendo é continuar a compor com liberdade e sem constrangimentos.
EF: O que andas a ouvir (nacional e estrangeiro) e quem são os teus “guias” musicais?
FD: Não considero ter guias musicais apenas porque estaria a ser tremendamente injusto para a imensidão de artistas que admiro e cujo trabalho me inspira diariamente. Posso dizer que ultimamente tenho ouvido muita coisa diferente. Em termos nacionais: Filipe Raposo, HMB, XEG e PAUS. Num contexto internacional: Donald Fagen (álbum The Nightfly), Allen Stone, Richard Wagner e Steve Reich.