A contrariar o que muitos apontavam como sendo “o fim do livro em papel até 2015”, a venda de livros digitais (eBooks) estabilizou em 2013, depois do ‘boom’ dos últimos anos.

Face a 2012, e segundo dados da Associação de Editores Americanos, as vendas de eBooks registaram uma queda de 5%. A norte-americana BISG (Book Industry Study Group) conclui também que 30% dos livros vendidos nos EUA no ano passado foram em formato digital.

Já em Portugal, os números “são menos expressivos”, segundo a Direção de Comunicação da Leya. O grupo, presente no mercado digital desde 2009, disponibiliza atualmente cerca de 4500 eBooks e, no ano passado, diz ter registado “cerca de 150 mil downloads” de obras em formato digital.

A Bertrand Editora, que só em 2012 entrou na corrida do mercado digital dos livros, já possui em catálogo de 300 eBooks. Fonte do grupo da editora, que detém outras como a Quetzal, Temas e Debates, Pergaminho, GestãoPlus e Arte Plural, diz que “é importante estar presente neste tipo de mercado”, mas acrescenta que é difícil antever o futuro deste tipo de mercado pois “estas novas formas têm mais a ver com hábitos de consumo e modos de vida do que com hábitos de leitura”.