Como já é tradição, o Talkfest termina sempre com concertos de vários artistas portugueses emergentes, e ontem não foi exceção. Na Aula Magna, Los Waves, Brass Wires Orchestra, Octa Push e DJ Ride fecharam a edição de 2014 com aquele que é o elemento mais importante dos festivais, a música.

Los Waves – Sem tempo a perder

São poucos mas bons“, disse a meio do concerto, José Tornada, vocalista dos Los Waves, que estava perante uma Aula Magna muito despedida. Mas não foi argumento para que não colocasse alguns dos elementos do público a dançar como se não houvesse amanhã. Em menos de uma hora esgotaram todo o seu reportório, sendo que o dançável How Do I Know e o mexido Got A Feeling foram as músicas que causaram um maior frisson no público.

Sem muito para acrescentar, Los Waves despediram-se do palco, deixando a sensação de que o seu som irá emergir no panorama musical português e que os encontraremos muitas mais vezes, com um nome meio espanhol, meio inglês, em alguns festivais de verão.

Brass Wires Orchestra – “O” concerto da noite

Às vezes é difícil escolher os motivos pelos quais um concerto pode ser melhor que outro, mas o caso dos Brass Wires Orchestra é simples. A equação de som mais a presença em palco e relação com o público (que embora não tenha cantado nenhuma música, ainda trauteou uma), fez com que a atuação dos Brass Wires Orchestra conseguisse encantar um auditório bem mais composto do que estava no concerto dos Los Waves.

Num concerto “muito especial“, segundo a banda, até porque a Aula Magna foi o palco escolhido para tocar pela primeira vez ao vivo temas como o Oxygen, Miguel da Bernarda, vocalista da banda, por várias vezes, mostrou a sua felicidade por estar ali presente. Foram um conjunto que se mostrou mais do que uma simples banda, com um som muito influenciado por bandas como os Mumford and Sons ou Beirut.

No ouvido, ficou o conhecido Wash My Soul, Tears of Liberty e Finders Keepers (a tal música que o grupo pediu que o público cantasse), num concerto que arrancou ovação em pé de praticamente toda a plateia presente.

Octa Push – Quando a eletrónica se torna cativante

Numa entrada no mínimo estranha em palco (porque nem entraram, estavam no palco a afinar os instrumentos com a equipa técnica), os Octa Push iniciaram um concerto com sonoridades semelhantes a SBTRKT. Logo a abrir com Ali Dom, foi um espetáculo visual muito intenso, também com Bright Lights e Please, Please, Please, alguns dos temas mais apelativos, num concerto que contou com a presença de Alex Klimovitsky, que dá voz ao já referido Bright Lights e Françoise Hardy.

Octa Push, outro nome que está a entrar na rota dos concertos e festivais portugueses, não estivessem já confirmados para o Rock in Rio, no próximo dia 30 de Maio.

Nota: Pela hora tardia que se realizou o concerto do Live in Loops por parte do DJ Ride, foi impossível o Espalha-Factos cobrir o concerto na íntegra.